Este portal está sendo cultivado para oferecer uma alternativa de comunicação intensa entre as pessoas nas ecovilas existentes, em formação e futuras e também com aqueles que se interessam, são curiosos ou desejam formar um novo grupo.
Você já pode se registrar e interagir através dos fóruns, criar e publicar artigos e, caso represente uma ecovila, criar uma página para ela. As possibilidades para esta página serão aumentadas em breve.
Gostaria de compratilhar idéias com pessoas que tenham qualquer tipo de interesse/experiencia na uniao do ecoturismo com a Permacultura.
Eu trabalho voluntariamente em uma OSCIP que atua em uma comunidade quilombola no noroeste mineiro. Eu, meu marido e pais de alunos estamos fazendo alguns projetos dentro da escola (separação do lixo, composteira, minhocultura, horta...). Mas, nesse nosso último projeto de minhocultura apareceram muitas formigas lava pé. Gostaria de saber se alguém conhece alguma forma para evitar esses insetos. Muito agradecida, Simone
Axo interessante as ideias do ecocentro e dou os parabens para os idealizadores. e espero ter o prazer de conhecer um dia.
Quanto a formação do grupo: to deeentro!
Tim Maia, digo, Síndico, não sei se estou postando isso no lugar certo, se estiver errado me indique o melhor lugar, ok? Já peço desculpas de antemão.
Coloquei um vídeo sobre um pouco do que vimos sobre geobiologia no curso de ecovilas sábado passado. está no blog: http://blog.geobiologia.com.br .
Para quem não anotou o site da aula gratuita aí vai mais uma vez: www.geobiologia.com.br/endis .
Ainda estou editando mais alguns vídeos, que quando estiverem prontos passo o link.
Abraços e foi um prazer estar com vocês!
Allan
considerando novas demandas,
considerando novas tecnologias mais eficientes
por exemplo um painel solar para carregar celular
buscando uma eco eletro alternativa bio não apenas combustivel.
Agradeço as contribuições.
No planeta existem milhares de vilas. Muitas, principalmente nos países menos industrializados, com sistemas sustentáveis estabelecidos há muitas gerações. Estas vilas tem muito a nos ensinar sobre a vida equilibrada com o ambiente natural. Também temos muito a aprender dos pioneiros, de hoje e do passado, que identificaram os caminhos errados da civilização, e partiram na direção das terras desconhecidas para criar a utopia. Esta utopia ainda não se concretizou na sua forma mais completa, mas muitos grupos humanos estão no caminho certo, desafiando as estratégias de controle, elitização e manipulação das massas.
É difícil julgar qualquer assentamento humano em relação às suas qualidades de sustentação. Algumas comunidades podem apresentar um nível de auto-suficiência elevado quanto a produção de alimentos ou energia, mas as suas estruturas de relacionamento social são fracas e levam ao conflito crônico entre os residentes. Outras podem regozijar-se em uma atmosfera fraterna de cooperação, sem produzir sequer o seu alimento mais básico. Quais, dentre estes, seriam os assentamentos mais sustentáveis? Quais seriam aqueles a permanecer vivos por muitas gerações?
Para ajudar a compreender melhor esta questão, estabelecemos uma análise dos quatro elementos fundamentais de uma ecovila. Relacionando as características sustentáveis básicas de um assentamento humano, esperamos que seja possível iniciar a identificação concreta dos quesitos menos atendidos, aqueles a serem aperfeiçoados, e também daquelas qualidades existentes, a serem promovidas.
OS QUATRO CAMPOS DE UMA ECOVILA
A água é a substância vital para a existência da vida. Dos oceanos surgiu a vida que habita o planeta. O ciclo hidrológico de evaporação, transpiração, precipitação e absorção que ocorre na biosfera é a força de propagação da vida. O cuidado com os recursos hídricos, bem como a restauração daqueles já degradados é responsabilidade das comunidades que se assentam em qualquer microbacia hidrográfica.
Ecovilas devem preocupar-se com o abastecimento adequado de água potável e para irrigação, armazenando a pluviosidade e melhorando a qualidade das nascentes e córregos existentes.
Também o tratamento biológico da água utilizada deve ser uma prioridade. A qualidade da água descartada por qualquer comunidade deve ser igual ou superior àquela utilizada. O planejamento adequado para a utilização das águas superficiais, particularmente do escorrimento superficial que ocorre em áreas pavimentadas, telhados e solos descobertos, é mais um fator a ser considerado.
A prioridade, dentro da política energética local, deve ser para a conservação e a economia de energia. Busca-se a utilização de aparelhos e instrumentos mais econômicos, e a mudança de atitude cultural em relação ao desperdício de energia elétrica.
A produção de energia, para uso industrial ou doméstico, demanda uma quantidade incalculável de recursos, além de causar sérios problemas de poluição atmosférica. Toda ecovila deve investigar as origens locais da energia elétrica reticulada, para estabelecer sua procedência e seu impacto ambiental. Esta investigação pode levar a uma conclusão quanto as quantidades de energia que serão necessárias gerar localmente para a sustentação da comunidade.
Existem muitas tecnologias para a geração sustentável de energia renovável: solar, micro-hidráulica, eólica, biogás etc. É de responsabilidade de todo assentamento investigar as alternativas mais viáveis, calcular o investimento necessário e o tempo para amortização, tendo em conta as características específicas do local.
Ecovilas definem um estilo de vida que, por sua natureza, demanda pouco dos recursos de transporte, particularmente do transporte de alimentos e materiais. O transporte de pessoas também é reduzido com a criação de postos de trabalho locais.
Com o natural embelezamento do ambiente, se tornam também desnecessárias as “escapadas” para o mundo natural, comuns em populações urbanas estressadas. Neste caso, a natureza faz parte da rotina de todos, e as viagens de férias são menos urgentes.
Para aquelas necessidades de transporte inevitáveis, existem alternativas comunitárias cooperativas, e mesmo tecnologias eficazes que barateiam o custo e reduzem (ou eliminam) a poluição e a degradação do ambiente. Certamente que uma ênfase na coletivização do transporte é necessária para o desenvolvimento de estratégias sustentáveis a nível regional.
Ainda ficam por ser resolvidas as questões de transporte a longas distâncias. Eventualmente, quando os custos reais passarem a ser refletidos em todos os meios de transporte, a sociedade deverá encontrar seus caminhos reduzindo as necessidades e investindo em tecnologias apropriadas.
Com sistemas de comunicação eficientes, as necessidades de transporte são muito reduzidas. Basta compararmos os efeitos que tais tecnologias, como o telefone, telefaxes e modems tem causado na comunicação entre as pessoas. Sem que se elimine as interações pessoais, ecovila necessita considerar, tanto as suas formas de comunicação interna (quadros de aviso, boletins, intranets etc.), quanto as conexões com o mundo exterior.
Cada ecovila do planeta necessitará um centro de informações, onde as comunicações diárias entre a comunidade, e desta com o mundo, possam ocorrer. Assim, esperamos evitar o isolamento que hoje é imposto nas populações rurais, e em uma escala maior, o isolamento imposto nos países menos industrializados.
O ciclo planetário de transformação da energia solar em matéria, a partir da fotosíntese, alimenta a base para a sustentação da vida. Em uma comunidade humana a medida do respeito por este ciclo é representada pelas ações tomadas em direção a um equilíbrio bioregional dos recursos utilizados com aqueles produzidos.
O sistema econômico e social, que exige o transporte do alimento produzido localmente para cidades distantes, é um processo que alimenta a especulação e empobrece a região. Ao mesmo tempo a deposição dos resíduos e poluentes deste processo é, em grande parte, levada para fora da cidade, depositando nas zonas previamente férteis dos vales rurais.
A produção orgânica e permanente de alimentos deve ser uma atividade de todo e qualquer assentamento. Um mínimo de 60% a 80% de auto-suficiência alimentar deve ser esperado das comunidades, inclusive nas zonas urbanas. Embora algumas trocas regionais possam ser encorajadas, a alimentação básica das famílias é responsabilidade inalienável. Isto não significa que todas as pessoas devem engajar-se na agricultura. Pelo contrário, uma família dedicada a esta tarefa, e com suficiente espaço disponível, pode alimentar outras oito famílias, que podem se dedicar a outras necessidades básicas.
Todas as regiões do planeta devem priorizar a produção de alimento saudável, orgânico e diversificado em abundância para seus habitantes, além de delimitar áreas específicas para o desenvolvimento natural dos ecossistemas locais. A comercialização inter-regional de alimentos específicos, fibras e outras especialidades só deveria existir uma vez que a condição básica de alimentação tenha sido alcançada.
A Permacultura é um sistema que orienta para este fim. O australiano Bill Mollison desenvolveu uma síntese do conhecimento ancestral indígena com o melhor da ciência experimental moderna par criar um sistema de planejamento e produção integrado com a natureza. O objetivo é a eficiência energética máxima em todas as interações de um sistema vivo. Desde a localização das habitações até a criação de florestas de alimentos e ecossistemas aquáticos, a Permacultura permite a concentração da produção das necessidades humanas básicas em pequenos espaços.
Quando assentamentos sustentáveis são o objetivo, o projeto e a construção das edificações deve respeitar o bom senso em relação a utilização prioritária de materiais locais, não tóxicos, além das técnicas apropriadas para a participação comunitária na construção de suas habitações.
A indústria da construção civil é responsável pelo maior consumo dos recursos naturais no planeta. Florestas , metais, e outros recursos são utilizados com enorme desperdício, em prejuízo das futuras gerações.
Enquanto isto, três quartos das habitações do planeta são eretas com o material mais básico: a terra, e permanecem por séculos. Além da argila, palha, pedras e até mesmo a madeira, plantada para este fim, podem substituir a grande maioria dos materiais hoje utilizados na construção civil.
É muito importante que haja uma revisão dos valores pessoais, particularmente aqueles relativos aos conceitos estéticos. Ecovilas são bonitas, as casas são confortáveis e eficientes. E seus habitantes se beneficiam da saúde proveniente de uma habitação não tóxica.
Antes da aquisição de um objeto, trazendo-o para dento do sistema, deve-se realizar uma reflexão quanto ao ciclo de vida dos materiais que utilizados neste objeto. Será que existe mesmo a necessidade da compra? Pode este objeto ser consertado em caso de falha? Por quanto tempo será útil? Poderá ser reciclado? Poderia ser substituído por outro feito de materiais naturais locais? A análise do ciclo de vida dos materiais já faz parte das organizações empresariais mais avançadas. Está intimamente relacionada aos conceitos de qualidade.
Este aspecto nos leva a considerar os impactos ecológicos, regionais e sociais da tecnologia que optamos por utilizar.
A Permacultura (veja capítulo …) sugere também uma priorização na utilização dos recursos:
A recuperação dos ambientes naturais é responsabilidade de toda a espécies humana e, por analogia, de qualquer ecovila. A redução das quantidades de solo fértil no planeta é o problema mais urgente que enfrentamos. As florestas, mangues e sistemas aquáticos da Terra também tem sofrido uma degradação sem precedente, em sua maioria devido ás atividades humanas.
Todas as ecovilas devem engajar-se em programas de plantio de florestas, eliminação de erosão e recuperação das áreas degradadas nas suas regiões. Esta ação, em si só, teria condições de absorver todo o desemprego existente nas regiões habitadas do mundo.
O fluxo de informações em uma comunidade determina a forma com que esta é organizada, como os elementos sociais são estruturados. Assim, uma organização vertical, hierárquica, estabelece um sistema em forma de pirâmide, onde as decisões são concentradas por uma minoria na ponta, e a grande maioria permanece fora de contato e alienada.
Por outro lado, um fluxo circular de informação permite que todos participem, de alguma forma, no processo decisório, particularmente naquelas decisões que tenham impacto direto nas suas vidas.
Círculos sempre foram parte integrante do processo decisório de tribos e comunidades ancestrais. Os conflitos e os rumos de uma comunidade são decididos com a participação de todos aqueles que venham a se beneficiar ou ser atingidos pelas decisões tomadas.
Esta questão nos leva a discutir o número ideal para que uma comunidade possa decidir seus rumos. Um assentamento não pode ser muito numeroso, para que todos tenham voz e acesso às suas lideranças, nem tão minúsculo, arriscando assim a sustentabilidade econômica ou genética. Um número muito acima de 500 pessoas sugere a necessidade de subdivisões territoriais e sociais, aproveitando talvez, os marcos geográficos que ocorrem naturalmente.
Este campo de estudo nos apresenta alguns dados interessantes. De acordo com Mollison, os assentamentos humanos variam na sua capacidade de prover os recursos necessários para a sua população de forma sustentável em função da população. Também variam os níveis de conflito e o comportamento social dos grupos.
Um número de cem pessoas adultas seria necessário para estabelecer uma instituição financeira local sustentável. Sabemos que 500 pessoas é o limite aproximado para que todos possam se conhecer. Isto quando existir a organização de eventos sociais e reuniões informais.
Um bom início poderia estar em torno de 30 adultos, com suas crianças, atingindo gradativamente uma população de 200 ou 300. Neste aspecto existem experiências que podem ensinars um caminho único, como as cooperativas Mondragon, na Espanha, que iniciaram com populações de 3 a 5 mil pessoas, e mais tarde se desmembraram em assentamentos de 300 ou 500 pessoas, confederados regionalmente.
Uma ecovila não pode negligenciar a necessidade de estabelecer um relacionamento pessoal entre seus habitantes, mesmo que se limite a uma convivência cordial. Este fator é comprovadamente vital para a sobrevivência, particularmente em situações de calamidade ou desastre.
Quadro comparativo entre as populações de assentamentos humanos
(adaptado de Bill Mollison e Christopher Alexander)
A medida em que o mundo se adapta a seus limites naturais, novos sistemas de economia comunitária necessitarão evoluir com as populações. O momento exige que “re-inventemos” a economia, de forma a satisfazer as necessidades reais das comunidades e suas regiões.
Sistemas de trocas de trabalho e de produção, cooperativas de crédito regionais e outras formas de integração das atividades econômicas regionais, com as suas necessidades e possibilidades reais surgirão com a organização comunitária. É importante que exista um trabalho consciente no sentido de desenvolver as alternativas econômicas, primeiro a nível comunitário, e em seguida a nível bio-regional.
A maior parte dos custos, que hoje são provenientes de um sistema de saúde que trata a doença, sem eliminar a causa, poderiam ser economizados. Um estilo de vida saudável, em ambiente apropriado, com uma dieta compatível, são a melhor prevenção às doenças.
Sem abdicarmos dos benefícios da medicina moderna, podemos criar formas para atender a estas necessidades a nível regional, como ocorre em diversos assentamentos modernos.
Particularmente para os idosos, as gestantes e as crianças, é necessário um atendimento e um apoio humanitário que venha de dentro de suas comunidades.
Todo assentamento tem um compromisso com a formação da consciência e a capacitação para o trabalho de seus habitantes. O crescimento pessoal e a satisfação são atingidos a partir de um sistema que reconheça as particularidades e as vocações individuais, sem negligenciar as necessidades de sobrevivência do grupo.
A ecovila tem também a responsabilidade de educar e conscientizar seus vizinhos, dentro e além da região.
Ecovilas são assentamentos seguros, que garantem a expressão pessoal, artística ou espiritual de seus habitantes, sem no entanto comprometer o espaço privado de cada um. É de fundamental importância que existam oportunidades para estas manifestações da criatividade humana, suas artes e seus rituais. A diversidade cultural de uma comunidade é a oportunidade para o desenvolvimento de uma verdadeira visão global do mundo.
Uma nova consciência global pode emergir desta diversidade reconhecida, protegida e celebrada nos festivais, feiras e ritos.
(Material de apoio ao participante do curso Ecovilas - Design e Implementação, do Ecocentro IPEC)
Os conhecidos loteamentos modernos, não vão muito além de prover habitação e uma vida social limitada. Na maioria dos casos, os habitantes destes “condomínios” passam grande parte do dia viajando distâncias enormes para chegar ao trabalho, comprar o alimento e ir a escola.
Não se pretende exigir que todas as comunidades sejam totalmente independentes, mas que, dentro de suas bio-regiões, sejam organizadas juntas para alcançar este objetivo. Por exemplo: uma ecovila deveria oferecer oportunidades de emprego para a maioria de seus residentes e para alguns outros da região, de uma forma proporcional ao número de residentes necessitam sair da ecovila para trabalhar.
É bem verdade que muitos serviços especializados, ou istitucionalizados, não são compatíveis com sua existência dentro de uma só ecovila (hospitais, aeroportos etc). Neste caso diversas ecovilas de uma mesma região se organizam para providenciarem estes serviços.
Certamente que tal conceito é relativo às características culturais e psicológicas desta população, mas já nos é possível fazer algumas estimativas realistas, pela observação do comportamento de muitos outros grupos.
Na região basca da Espanha, as “Cooperativas Mondragon” são um grupo de comunidades intencionais muito bem sucedido. A produção de alimentos e a manufatura de utensílios (inclusive refrigeradores e outros produtos elétricos) são distribuídas e organizadas em várias ecovilas. Aqui, a lição aprendida é de que grupos maiores que quinhentas pessoas tendem a tornar-se burocráticos e perder eficiência.
Bill Mollison, o grande visionário Australiano, em seu clássico “Permaculture: A Designer´s Manual”, confirma este dado, e adiciona que uma população maior que 2000 pessoas começa a sofrer problemas de criminalidade.
A experiência Dinamarquesa acrescenta a isto o conceito de sub-grupos, nos projetos conhecidos como “cohousing”, que se proliferaram por aquele país e por grande parte do hemisfério norte. Aqui, os residentes concluíram que o número máximo de casas em um subgrupo deve ser em torno de trinta, o que reflete um número de aproximadamente 75 pessoas.
Outra realidade importante é a existência cíclica de todos os recursos. Opostamente ao pensamento linear (produção = consumo = poluição) que domina a nossa cultura industrial moderna, devemos aprender a utilizar todos os recursos materiais de uma forma consciente e responsável.
A geração de energia renovável é uma exigência básica. A reciclagem de todos os detritos também. Detritos orgânicos devem ser reintegrados ao solo. A água deve ser limpa e reutilizada. O consumo de substâncias inorgânicas deve ser cuidadosamente planejado, e a reciclagem feita prioridade. Neste aspecto as tecnologias já existem, e são muito mais simples do que as mirabolantes invenções utilizadas para conduzir estes detritos para fora da nossa vista, poluindo o ambiente.
Neste caso, o projeto de saúde em uma ecovila deve enfatizar o caráter preventivo do trabalho. A saúde preventiva começa no solo. Pessoas satisfeitas, seguras e amadas, com uma dieta orgânica, e atividade física adequada, raramente adoecem.
Uma cidade não é uma ecovila, mas com um planejamento adequado, vontade e trabalho, pode se tornar uma federação de ecovilas interdependentes. Da mesma forma, comunidades rurais necessitam uma auditoria cuidadosa nos seus sistemas de suporte, pois uma infra-estrutura baseada na utilização de combustíveis fósseis, sem um sistema de reciclagem de detritos, e dependente das importações de recursos é um sistema destinado ao colapso. E com ele, o colapso de todos que dele dependem.
A crise não é tanto material quanto uma crise de caráter. A falta de determinação para realizar as mudanças, utilizando as soluções já disponíveis, é a maior carência. Ecovilas são feitas por visionários. Pioneiros que se recusam a participar do ciclo de exploração, e dedicam-se a criar um novo futuro. Um futuro possível.
(Material de apoio ao participante do curso Ecovilas - Design e Implementação, do Ecocentro IPEC)