Curso Ecovilas 2008

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AUTOPRODUÇÃO DA FELICIDADE

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Publicado em 10.04.2009 18:35:38
 
Última edição em 10.04.2009 18:35:38
 
Criado em 10.04.2009 18:35:38
 

 

AUTOPRODUçÃO da Felicidade

 

Saulo Xavier

       Saulo Xavier

        Política de Instalação da Ecovila Felicidade

End.: Alameda Primavera,02 . Porta do Sol / Altiplano Cabo Branco 
CEP : 58046-765 - João Pessoa -PB
Brasil
Fones.: 0055 83 8620 4289 e 83 3042 7470
        Site Profissional : http://sauloxavier.sites.uol.com.br/index.html 
        ORKUT : Saulo Xavier em João Pessoa . 

         De onde vêm nossos problemas ? -

        Nesse texto, tirado de meus livros, pretendo contribuir, apresentando elementos para reflexão  Sobre a Felicidade  

       Podes  até pensar,  sentir  que esses escritos nada, têm  a ver com o cotidiano das pessoas, com teus momentos, agora.

       Mas, creio que se refletires nas conseqüências últimas do que escrevo, conseguirás encontrar alguma contribuição para tua reflexão. 

       Para mim as pessoas e os seres nascem para serem  serem felizes, para se realizarem naquilo que eles são.

       E por que há tanto dificuldade  para vivermos o que somos: parte da natureza cujo objetivo e função consiste em manter e desenvolver  a vida 

         É claro que há características individuais e contextos mais particulares locais, no entanto, penso, sinto e ajo considerando que:

    “é o antagonismo de objetivos entre as necessidades dos seres humanos e da natureza de um lado, e os objetivos da acumulação de dinheiro que molda os estilos e modos de vida do mundo atual, de outro, que é em essência a origem principal de nossos problemas locais e globais, que atingem nossas vidas cotidianas.

 

       De acordo com Batista (2007a, 19) o desenvolvimento do antagonismo de objetivos entre as necessidades dos seres humanos e da natureza de um lado, e dos objetivos da acumulação da economia global que molda o mundo atual, de outro, chegam no mundo contemporâneo a um ponto tal que relatórios de pesquisa de âmbito planetário como os da ONU em seu Panorama General, PMAM (2000) in www.unep.org/geo2000) do Worldwatch Institut, em Estado do Mundo (De 1984 a 2001) in "http://www.wwiuma.org" www.wwiuma.org), do pioneiro “Os limites do Crescimento” in Meadows (1972) entre múltiplos outros, têm apontado um conjunto de evidências de que as sociedades capitalistas de nosso tempo dirigem-se de modo “inexorável para grandes calamidades sociais e ecológicas, caso as lideranças não consigam reorientar as ações que em síntese criam e influenciam poderosamente os modos e estilos de vidas sociais no planeta. Crises sociais recorrentes têm assolado principalmente as regiões menos industrializadas, enquanto de outro lado, desastres ecológicos têm tomado lugar crescentemente nas regiões mais industrializadas da terra. Mesmo que esses problemas ocorram de modo mais localizado, restritos a países ou à macro regiões específicos, no entanto, em um mundo interligado cada vez mais por circuitos globais de comércio, inclusive em rede, em que as trocas de bens e serviços entre países e entre macrorregiões têm crescido com a atuação da economia global - reestruturações globais das economias -, logo as repercussões se difundem e são crescentemente sentidas em todo o planeta.

       De um lado, as crises sociais mais significativas que nós vivemos hoje são decorrentes dos problemas de desemprego, mas também de escassez meios de sobrevivência básicos como a terra e, portanto de renda o que resulta em conseqüência falta/ inadequação de alimentação, de habitação, de cuidados com a saúde, de transportes, de educação e de lazer para o conjunto de pessoas que habita o planeta, quase 07 bilhões de seres humanos atualmente. Estados de escassez e inadequação que são, em grande parte criados artificialmente dentro da economia, hoje global pelo seu impulso e pela sua dinâmica em direção à acumulação econômica e ao poderia militar: ao crescimento ilimitado e ao consumismo irracional.  Batista (2007, p. 23).

       De outro lado, do lado mais industrializado da terra os desastres ecológicos mais significativos são as mudanças climáticas*, (ou efeito estufa), a escassez da água potável*, o desmatamento e desertificação, a contaminação de água potável *, a gestão pública ineficiente, a perda da diversidade biológica, o crescimento e movimentos de população, a mudança de valores sociais, a eliminação de lixo e a contaminação do ar que respiramos.  Destes problemas ecológicos os mais apontados pelos cientistas, técnicos e experts reunidos pela ONU foram a mudança climática 51%, a escassez 29% e contaminação de água potável 28 % , sendo que a maior preocupação imediata são os dois últimos, ONU in Panorama General : www.unep.org/geo2000.  Batista (2007a, p. 25)

       Para Batista (2007a, p. 26) em um ambiente global de inter-relações das crises em que aos nossos problemas sociais somam-se às nossas questões ecológicas num mundo interligado, resultam/ relacionam-se outros problemas: a criminalidade, onde seus mais evidentes problemas são o narcotráfico, o terrorismo, a prostituição, criminalidade associada com a loucura, as drogas, os preconceitos raciais, étnicos, religiosos, o fanatismo religioso, gestando ao final permanentes e crescentes angústia, insatisfação e frustração, sociais. 

        A ONU fundamentada nos relatórios de suas agencias, no trabalho de 850 pesquisadores, experts e mais de 30 institutos ambientais concluiu, em seu Global Environment Outlook 2000 (p. XXIX) in http://www.unep.org/geo2000 , que,

        “o atual curso ’(do desenvolvimento industrial)’ é insustentável, e postergar ações não constitui nenhuma solução válida a médio e longo prazos”.

       Tal ambiente permitiu que Fritjof CAPRA (2002, p. 267), Ciência Para Uma Vida Sustentável uma ampla pesquisa de doze anos em que foi assessorado por alguns prêmios Nóbeis, tenha expressado uma síntese de nosso tempo. 

       "No decorrer deste novo século, dois fenômenos específicos terão um efeito decisivo sobre o futuro da Humanidade. Ambos se desenvolvem em rede e ambos estão ligados a uma tecnologia radicalmente nova. O primeiro é a ascensão do capitalismo global, composto de redes de eletrônicas de fluxos de finanças e de informação; o outro é a criação de comunidades sustentáveis baseados na alfabetização ecológica e na prática * do projeto ecológico, compostas de redes ecológicas de fluxos de energia e de matéria. A meta da economia global é a de elevar ao máximo a riqueza e o poder de suas elites; A do projeto ecológico, é a de elevar a sustentabilidade da teia da vida.      

        Atualmente, esses dois fenômenos estão em rota de colisão: ao passo que cada um dos elementos de um sistema vivo contribui para a sustentabilidade do todo, o capitalismo global baseia-se no princípio de que ganhar dinheiro deve ter precedência sobre todos os outros valores. Em razão disso, são criados grandes exércitos de excluídos e gera-se um ambiente econômico, social e cultural que não apóia a vida mas a degrada, tanto no sentido social quanto no sentido ecológico. O grande desafio que se apresenta no século XXI é o de promover a mudança do sistema de valores que atualmente determina a economia global e chegar-se a um sistema compatível com as exigências da dignidade humana e da sustentabilidade ecológica."

       As origens mais profundas de nossos problemas sociais e ecológicos globais estão em nosso sistema econômico. O princípio de que ganhar dinheiro a qualquer custo é e deve ser mais importante do que os seres humanos, a natureza, a democracia e quaisquer outros valores. Capra (2002).

       De modo prático, o grande desafio do novo século é a criação de comunidades sustentáveis, comunidades organizadas de tal modo que suas tecnologias e instituições sociais – suas estruturas materiais e sociais – não prejudiquem a capacidade intrínseca da natureza – humana e não humana - de sustentar a vida.   

      

            A REAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL GLOBAL

 

       Contra essa práxis* dominante surge um reação global: À nível global, surge uma consciência ainda incipiente da necessidade de:

       “1) Uma legislação ambiental mais rigorosa;

       2) Uma atividade empresarial mais ética; e

       3) Uma tecnologia mais eficiente.” Capra (2002, 221).

       4) E, para Batista (2007 b), sobretudo uma volta parcial à natureza.

          Tudo isso é necessário mas não suficiente. Precisamos de uma mudança sistêmica mais profunda. 

       “Essa mudança sistêmica já esta ocorrendo. Acadêmicos, líderes comunitários e ativistas no mundo inteiro já estão formando coalizões eficientes e levantando a voz não apenas para exigir que viremos o jogo, mas também para propor maneiras concretas de realizar isso.” Capra (2002, p. 221).

       Visando a criação de comunidades sustentáveis e o Desenvolvimento Sustentável, significa em resposta aos enormes problemas sociais e ao desafio ecológico que constituem o macro-ambiente da sociedade global, as necessidades da vida social e ecológica globais produziram conjuntamente uma Nova Sociedade Civil, agora também Global. Essa reação se concretiza e se corporifica na Emergência de suas instituições:  em ONGs, Associações, Institutos, Fundações, etc., nas práxis* de Desenvolvimento Sustentável, nos Programas de Responsabilidade Sócio-Ambiental e nos Recursos de Doações para soluções de problemas sociais e ecológicos.

       Uma nova espécie de sociedade civil, organizada em torno da redefinição da globalização, da criação de comunidades sustentáveis, da promoção do desenvolvimento sustentável esta sutilmente surgindo. Ela não se define em função de um Estado particular, mas é global em seu âmbito, em sua organização e em sua atuação. Incorpora-se em poderosas ONGs internacionais – Como a OXFAM, o Greenpeace, o Rainforest Action Network, a CARITAS, a Conservação Internacional – e em coalizões de centenas de organizações menores, todas as quais se tornaram socialmente ativas neste novo ambiente político.       

       “Como salientam os cientistas políticos Craig Warkentin e Karen Mingst, a nova sociedade civil caracteriza-se por uma mudança do foco de atenção, que passa das instituições formais para s relações sociais e políticas entre as entidades socialmente ativas” in Capra (2002, 228). A Nova Sociedade Civil Global estruturada em relações globais é articulada em redes: De um lado, emergem as organizações populares locais (ou seja redes humanas vivas), de outro, os participantes dessas redes humanas são experts em e fazem uso hábil das novas tecnologias globais de comunicação (significa, as redes eletrônicas). A internet, em específico, tornou-se o mais importante instrumento político das ONGs. Criando esse elo inédito entre as redes humanas e as redes eletrônicas, a sociedade global esta mudando a paisagem da realidade política.“ Capra (2002, 229). 

       E,

       Essa resistência sócio-ecológica e política da sociedade civil global, constituída de comunidades globais e locais de estudiosos, experts e ativistas pode ser dividida em três conjuntos, focos das maiores e mais ativas coligações de movimentos populares. Três grupos de práticas, conceitualmente e na práxis interligados: O primeiro é o desafio de remodelar as instituições e as regras da globalização; O segundo é a oposição aos alimentos transgênicos e a promoção da agricultura sustentável; E o terceiro é o projeto ecológico (ecodesign) - um esforço conjunto de redifinição das nossas estruturas físicas, cidades, tecnologias e indústrias de modo a torná-las ecologicamente sustentáveis. Capra (2002, 231).

       A sustentabilidade ecológica é um elemento essencial dos valores básicos que fundamentam a resistência para a mudança visando humanizar a globalização.       Por isso várias ONGs, institutos de pesquisa e centros de ensino pertencentes à nova sociedade civil global escolheram a sustentabilidade como as práxis específicas de seus esforços. Com efeito, a criação de comunidades sustentáveis é o maior desafio dos nossos tempos. Capra (2002, 237).

       É dentro desse amplo movimento de resistência global que se inserem os Recursos da Solidariedade. Esses recursos são constituídos de doações para soluções de problemas sociais e ecológicos, um fato que em si não é novo na cena global. O que é novo relativamente à esses recursos é a sua magnitude. De acordo com Lester Salamon do Center for Civil Society Studies, da Johns Hopkins University, têm sido doados aproximadamente 2 bilhões e 300 milhões de reais, anualmente no mundo para soluções de problemas Sociais e Ecológicos. Essas são conclusões do Projeto Comparativo do Setor sem Fins Lucrativos (Comparative Nonprofit Sector Project), pesquisa realizada nos 35 países mais industrializados incluindo o Brasil – com dados do ano de 1995 - e que buscou conhecer qual a importância das organizações civis sem fins lucrativos na sociedade. Além disso, a Sociedade Civil tem enorme potencial de geração de Emprego. Salamon apresentou dados quanto ao número de trabalhadores empregados nesse setor. Segundo o estudo, 39,5 milhões de pessoas atuavam em organizações sem fins lucrativos, o que equivalia a 3,6% da população economicamente ativa dos países pesquisados. Nos Estados Unidos, por exemplo, 8,8% da população economicamente ativa estava na Sociedade Civil, na Holanda, o volume chega a 10%. Na América Latina, que vem observando o crescimento de sua atuação a partir do início da década de 90, o índice é inferior. No Brasil, apenas 1,4% da população economicamente ativa estava nas instituições da Sociedade Civil. A Colômbia tem 2%, o Peru 1,8% e o México 0,3%. Dos países pesquisados, a Argentina é o que possui a melhor marca, com 3,6%.  A comparação com outras áreas da economia mostra a força da Sociedade Civil como mercado de trabalho. Ao analisar os mesmos 35 países, Salamon observou que a indústria têxtil emprega 4 milhões pessoas, o ramo alimentício, 8 milhões, e o setor de transportes, 33 milhões. In Seminário Internacional Perspectivas para o Terceiro Setor no Século XXI, Senac / São Paulo. 27-29/ Set/2002. / GIFE – Grupo de Institutos Fundações e Empresas / Investimento Social Privado , (www.gife.org.br em 12/10/02).

        As duas mais recentes pesquisas sobre a dimensão e perfil das instituições da Sociedade Civil no Brasil, apesar de diferenças estatísticas, evidenciam o crescimento do número de organizações do setor sem fins lucrativos. A FASFIL – As Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil – de autoria do IBGE, IPEA, GIFE e Abong, mostra um crescimento de 157%, passando de 107 mil, em 1995, para 276 mil, em 2002. Dessas 276 mil, 171 mil (62%) foram criadas a partir de 1990. O estudo identificou a existência de mais de 500 mil organizações sem fins lucrativos registradas no Cempre – Cadastro Central de Empresas do IBGE. Dessas, descartou organizações a serviço de interesses corporativos, a exemplo de sindicatos, condomínios, partidos políticos, cartórios e clubes, entre outros.  Já dados divulgados no início de 2006 por um estudo do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) em parceria com The Johns Hopkins Center for Civil Society Studies, instituição norte-americana que estuda as organizações sem fins lucrativos no mundo, revelam um crescimento de 71% do setor sem fins lucrativos no Brasil em sete anos (de 1995 a 2002), passado de 190 mil para 326 mil. Até então a única referência estatística sobre a dimensão do terceiro setor no Brasil era a Pesquisa Global Civil Society – Dimensions of the Nonprofit Sector, de Leilah Landim, em parceria com The Jonhs Hopkins Comparative Nonprofit Sector Project, de 1999, com dados a respeito de 1995. Esta pesquisa apontava 220 mil organizações sem fins lucrativos no Brasil em 1995. Importância econômica. Empregos gerados A Fasfil revela que as 276 mil organizações em fins lucrativos empregam 1,5 milhão de assalariados, o que corresponde a 5,5% dos empregados de todas as organizações formalmente registradas no País. A média de remuneração dos trabalhadores nas organizações sem fins lucrativos era de 4,5 salários mínimos mensais, ligeiramente superior à média dos assalariados das empresas em geral (públicas, privadas lucrativas e não-lucrativas), que era de 4,3 salários por mês. PIB. O estudo do UNV, em parceria com The Johns Hopkins Center for Civil Society Studies, mostra que o setor representa hoje 5% do PIB nacional, uma participação superior a de setores expressivos da economia brasileira, como a indústria de extração mineral (petróleo, minério de ferro, gás natural, carvão, entre outros), e maior que a de 22 Estados brasileiros (só fica atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná). A pesquisa do Johns Hopkins Center for Civil Society Studies, de 1995, apontava que o setor sem fins lucrativos havia movimentado naquele ano R$ 10,6 bi, equivalente a 1,5% do PIB registrado no período. Fontes: Estudo do Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV), 2006; FASFIL - As Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil – 2005; Pesquisa Global Civil Society – Dimensions of the Nonprofit Sector. Leilah Landim, The Jonhs Hopkins Comparative Nonprofit Sector Project, 1999. In GIFE (http://www.gife.org.br/numerosdados.php , 14/09/07).

       Os recursos de doações para soluções de problemas sociais e ecológicos constituem um fato histórico significativo no mundo atual, principalmente em algumas sociedades como a Norte-Americana e nas nações mais industrializadas em geral. A nova forma de atuação política das instituições da Nova Sociedade Civil, que é tanto local quanto Global se viabiliza e realiza com esses recursos de doações: de Cidadãos, de Fundações e Institutos, de Igrejas e Empresas, através de seus Institutos e Fundações de Responsabilidade Sócio-Ambiental (os três últimos atores, nacionais ou transnacionais), dos Governos (Recursos Públicos) sejam eles nacionais ou "governos transnacionais" (recursos da UE, ASEAN, ALCA, MERCOSUL,…), dos Eventos Especiais, dos Projetos de Geração de Renda, dos Prêmios e da Captação de recursos pela Internet, entre outros que conjuntamente fazem parte de um amplo espectro de ações da Nova Sociedade Civil Global. Eles viabilizam globalmente e localmente as ações de milhões de grupos e instituições de ativistas e experts, que atuam desempenhando funções anteriormente realizadas pelo Estado do Bem Estar e ajudam à solucionar parcialmente nossos problemas sociais e ecológicos. Essas práxis constituem uma realidade * contemporânea e uma das tendências de melhor e maior significado econômico, social, ecológico e, portanto político no ambiente global das relações entre os povos nas últimas décadas. Elas são tendências de evoluções das sociedades globais contemporâneas que estão emergindo poderosamente e, que os analistas desses significativos fenômeno tais como Manuel CASTELS – In The Information Age / A Era da Informação -, Fritjof CAPRA – In As Conexões Ocultas – Ciência para uma Vida Sustentável -; Robert Kurz - In Os últimos Combates - Jeremy Rifkin – In O Fim dos Empregos - Lester SALAMON. The Emerging Sector e Hazel Henderson in Construindo um Mundo Onde Todos Ganhem, têm evidenciado fazem parte de nossas vidas, tenhamos consciências deles ou não e, continuarão atuantes e em plena expansão nelas nas próximas décadas gestando conjuntamente o "Nosso Futuro Comum”.  Batista (2007a, 56).

 

Síntese conclusiva

 

       “Num ambiente Histórico, foi um conjunto complexo e amplo de mudanças que em parte aparecem, como a reestruturação das economias e sociedades – globalização - e com a onda Neoliberal no anos pós 70/90, mudanças que resultam em uma nova base técnica econômica e material: em novas tecnologias e, em mudanças econômicas, sociais, políticas e ecológicas. Essa reestruturação produtiva melhorou as condições de vida de pequenos grupos específicos da sociedade global: gerou mudanças sociais - resultando em novos estilos de vida-, ampliando a liberdade grupos humanos específicos, trazendo facilidades e confortos inimagináveis e incomensuráveis para parte dos humanos neste início de vida pós-moderna dominada pelo capitalismo global. Essa reestruturação tem trazido também mudanças políticas: de um lado, os grandes blocos de comércio que estão emergindo como organismos supra/ transnacionais de poder e governo tais como a UE, a ASEAN, O MERCOSUL, o NAFTA. De outro, porém do seu lado mais negativo, resultou no declínio do Estado Nacional: da sua soberania, autoridade e legitimidade e, portanto, da diminuição das obrigações até então exclusivas dele. Mudanças, que em parte reforçam os grandes objetivos de acumulação econômica e de poderio militar típicos do capitalismo global e, que em síntese criam um novo paradigma ou visão do mundo, uma “nova ideologia”. In Batista (2007a, 58)

       O desenvolvimento do antagonismo de objetivos entre as necessidades dos seres humanos e da natureza de um lado, e os objetivos da acumulação capitalista que molda os estilos e modos de vida do mundo atual, de outro, é em essência a origem principal de nossos problemas locais e globais. Significa que esse é em essência * o antagonismo e o contexto que gera e desenvolve as crises na economia global. Em razão dessas crises são gestadas e desenvolvidas contemporaneamente, cada vez mais crescentes necessidades de terapias pedagógicas, médicas e administrativas. Pode-se compreender desse modo porque as indústrias pedagógicas, médicas e administrativas (aqui incluída a indústria da ecologia/ Meio Ambiente) são as maiores indústrias do mundo atual. Essas crises ocorrem porque as origens que causam os problemas não são solucionadas, continuam atuantes gestando permanentemente novos problemas. As fontes dos problemas atuam de modo permanente e geram crises e problemas, permanentemente. Em função desse modo continuo de atuação, temos sempre mais problemas do que capacidade global da humanidade para resolvê-los.

       Significa enfim que o antagonismo de objetivos referido cria mais problemas do que a nossa capacidade global de humanos de resolvê-los. Em conseqüência, só temos soluções parciais de nossos problemas. Soluções parciais para grupos restritos e, não permanentes em regiões e locais restritos do planeta. Por exemplo, soluções para uma cidade mais organizada, para um bairro, para uma empresa ou conjunto de empresas, para uma instituição ou grupo de instituições da Sociedade Civil, para uma comunidade, etc. As soluções mais significativas e parcialmente completas são para os grupos humanos que se organizam e lutam com conhecimento, informação e sentimento para conseguir sobreviver, viver melhor, com um pouco mais de qualidade de vida. Como na nossa sociedade global não se têm realizado soluções para todos os seres vivos, humanos ou não, uma parte dos seres vivos sem as pré-condições e forças para resistir é esmagada, sucumbe, morre motivada, sobretudo pela crise de conflitos de objetivos antagônicos entre a acumulação capitalista, de um lado, e os objetivos dos seres vivos, de outro. Essa é a realidade de luta/ existência de um tipo de sociedade que é a mais evoluída que talvez já engendramos, mas que ainda assim não tem oportunidade de vida para todos.

       No nosso conturbado mundo contemporâneo, a solução parcial de problemas tais como o desemprego, de educação, saúde, habitação, transportes, em resumo a solução de problemas sociais e ambientais em geral tem passado como foi historicamente no século XX, pela atuação do Estado do Bem Estar. No entanto, além dos grandes blocos de comércio que estão emergindo como organismos supranacionais de poder e governo há, como analisado novos e significativos atores no ambiente global: A Nova Sociedade Civil Global, a atuação de suas instituições: ONGs, Associações, Institutos, Fundações, as práxis de Desenvolvimento Sustentável, os Programas de Responsabilidade Sócio-Ambiental e os Recursos de Doações para soluções de problemas sociais e ecológicos. Porque as soluções são parciais não há, portanto solução para todos os problemas, nem para todos os grupos humanos e da natureza. Os grupos mais conscientes, informados e sensíveis percebendo esse fato se organizam para criarem ordem, alguma segurança em seu redor. Daí nosso projeto que busca ampliar um tipo de contribuição envolvendo a Responsabilidade Sócio-Ambiental inclusive das empresas em nossa região.   

       “As ações da Nova Sociedade Civil Global e local e dos participantes dos movimentos sociais e ecológicos visando a sustentabilidade ecológica - humanizar a atuação da economia global - são tendências e pressões em processo que se difundem em escala planetária no ambiente global de negócios e das inter-relações entre os povos, no Estado e nas próprias instituições da Sociedade Civil. São reações em cadeias gerando novos processos, recriando e exacerbando o lado positivo das inter-relações de competição entre empresas, pressionando-as para que estas ajustem suas estratégias, suas decisões nesse novo ambiente organizacional/ empresarial, pressionado o Estado e as instituições da Sociedade Civil. As empresas/ as organizações do Estado, as instituições da Sociedade Civil vão percebendo/ tomando consciência das novas tendências do ambiente de negócios, dos novos ambientes dos movimentos sociais e ecológicos, das atuações de suas instituições, conjuntos de ações que formam opiniões, opiniões de consumidores e compras. As empresas cedem às pressões e às novas demandas dos consumidores. Essas pressões e mudanças concretizam-se, materializam-se, realizam-se dentro também das empresas e são expressas nessas organizações no Balanço Social, tanto nas atuações das empresas privadas e públicas quanto no Estado. Elas se materializam e concretizam também através de práticas de sistemas de gestão que têm sido normalizados, por exemplos nos princípios dos sistemas de gestão ISO: Qualidade: ISSO 9000; Meio Ambiente:ISO 14.000; Saúde e Segurança no Trabalho: OHSAS 18.000 e Responsabilidade Social: SA 8000. O resultado desse melliê organizacional, institucional e cultural são práxis de desenvolvimento sustentável e, para os nossos propósitos, resultam em recursos de doações globais e locais para atividades sociais e ecológicas, para grupos de seres humanos mais conscientes, informados e sensíveis poderem se contrapor à destrutividade dominante da economia global e poderem resolver problemas sociais, ecológicos e políticos de nosso povo, em nosso tempo, em nossa realidade local.” In Batista (2007a, 56).

 

            Há variações dentro do enorme expectro de possibilidades. Cada um escolhe o que lhe convém.

 

As saídas alternativas às crises provenientes da economia global têm sido apontada como o Desenvolvimento Ecológico. Visando esse tipo de desenvolvimento  os atores sociais – as pessoas – agem buscando o conhecimento ecológico. Esse se realiza, timidamente  além de no primeiro  setor – Estado - e segundo – empresas, agora em um novo momento também no terceiro – nas instituições  da sociedade cicil envolvendo assim atuação nos movimentos sociais, ecológicos e espirituais/ religiosos.

 Um componente significativo no momento atual realiza-se na vida rural, nas Vilas Ecológicas através de um retorno parcial à natureza com uma menor necessidade de acumulação econômica e mais conhecimento ecológico.

A ações dos atores nos movimentos sociais, ecológicos e espirituais/ religiosos, poderá conduzir a uma continuidade da aventura humana, embora sempre conflitante na sociedade global. As experiências das minorias criativas, concretização de universos relativamente autônomos aos modos de viver dominantes, como as ecovilas seguem sua trajetória histórica: Procurando,  realizando outros modos de desenvolvimento e, o mais significativo aparecem como  experienciando uma vida de melhor qualidade: 

 “Eles vivem melhor

    Veja as imagens no Blog http://ecovila.felicidade.zip.net elas são expressivas 

   Por que instalar a Ecovila Felizcidade ?

    Nós realizamos nossas necessidades de viver melhor. Construímos, hoje, aqui mais autonomia e independência distintamente da heteronomia hoje dominante, proveniente dos estilos de vida da economia global. Ao criarmos um micro universo sustentável visamos substituir nossa condição de pessoas e grupos humanos a quem o cotidiano estressante dos estilos de vida e costumes da economia global "impõe-nos" necessidades, costumes exteriores e princípios estranhos à nossa razão e sentimento de humanos; Visamos preservar e desenvolver a nossa vida e no nosso entorno micro-bioregional. Significa que nossas atividades buscam melhorias não só para os integrantes da Ecovila, mas igualmente para a nossa cincunvizinhança micro-bioregional. Concebemos e planejamos além, disso - através de treinamentos, tratamentos, cursos, vivências e eventos - proporcionar à pessoas não integrantes da Ecovila - que não se adaptando a destrutividade dos estilos de vida provenientes da economia global, que brutalizam, automatizam, irracionalizam e insensibilizam os seres humanos e provocam o Biocidio - queiram partilhar, mesmo que parcialmente conosco, as práxis das necessidades essencias da vida nas áreas de: alimentação, vestuário, saúde, habitação, educação, transporte, lazer de nosso estilo de vida. Nossa práxis como atores sociais, ecológicos e políticos criando uma Vila Ecológica objetiva, portanto viver com melhor qualidade de vida e contribuir para desenvolver a vida - Desenvolvimento Sustentável - à nível local na Paraíba, e secundariamente ao considerar às realidades de um "mundo global", atuar de modo mais tópico num âmbito mais amplo, sobretudo no Nordeste e na Amazônia brasileiros

 Metodologia - Como Realizar a Sustentabilidade -

  É uma combinação de práxis sociais, ecológicas e culturais que restaura a natureza, gera emprego e renda e, portanto produz um mini-universo social e ecológico sustentável. A estratégia essencial, nossa metodologia de trabalho é guiada por alguns princípios que orientam a nossa práxis estratégica para atingir nossos objetivos e metas que consistem: 1) em considerarmos a sabedoria acumulada históricamente pelo povo nas áreas de nossas atuações rurais e, desenvolvê-la através de múltiplos conhecimentos, resumidos de acordo com: 2) os princípios da ecologia : Redes, Ciclos, Energia Solar, Alianças (Parcerias), Diversidade, Equilíbrio dinâmico. Esses são concretizados através das práxis das Ecovilas em três dimensões da vida: I) Ecológico, II) Social/ Comunitário e III) Cultural. Adaptamos esse conjunto de concepções para o nosso caso das regiões rurais do Nordeste e Amazônia brasileiros, que realizamos como práxis. Primeiro, na instalação da Ecovila como um exemplo de sustentabilidade. Juntamente com essa instalação a Ecovila promove a realização de programas e projetos de Desenvolvimento Sustentável Rural, dirigidos às necessidades essenciais da vida – incluindo ensino - através da aplicação prática da Permacultura, Agroecologia, Agrofloresta, Reflorestamento com árvores frutíferas regionais, Agricultura Orgânica e ZERI (Zero Emissions Research and Initiatives). Alimentação: Vegetariana. Vestuário: Produção local de Algodão, linho, lã. Habitação: construções ecológicas – Tijolo Ecológico, ADOBE, Neo-Taipa; Saúde: Psicosomática e Preventiva, Fitoterápica, Homepática, Acunpuntura; Educação: Sobretudo prática, integral, política, social, ecológica. Transportes: grupal, em automóveis movidos à bio-combustíveis extraídos de plantas produzidos na ecovila, de bicicleta, e naturalmente à pé; Energia: Solar, Eólica, micro-energia; Lazer: Cultural- Música, Dança, Teatro. E, de outro lado, do lado comunitário/ social o relacionamento humano fundamentado na cooperação entre os seus participantes e a vizinhança micro-regional como base da vida grupal e social; na utilização grupal/ social de parte da propriedade; na práxis da visão de que a escassez em nossa existência não é econômica e sim existencial: escassez de paz de espírito, de tranqüilidade, de lazer criativo; E da necessidade, hoje bem mais tecnológicamente realizável, de uma “volta” parcial à natureza; Da atividade física e mental para todos os integrantes da Ecovila.

 Essa metodologia de trabalho desenvolvendo-se através de atividades em múltiplas, distintas e complementares linhas de ações, tem como principais as seguintes: I) Elaboração do Política Estratégica de Instalação da ECOVILA Felizcidade – já realizado -; II) A Elaboração do Política Estratégica de Captação de Recursos desse empreendimento- Em realização -. Esse é composto de múltiplos projetos. Programa que na Fase inicial compreende a elaboração de um primeiro conjunto de projetos de captação de recursos visando: 1) A compra de um terreno rual; 2) A Construção da Casa-mãe, as primeiras etapas de plantações e o nosso Centro de Treinamento; 3) Elaboração de projetos de extensão, de educação e pesquisa para promocão do Desenvolvimento Sustentável Rural. Posteriormente, num tempo mais mediato; 4) Um PROGRAMA mais amplo de Composição/ qualificação de equipes visando: 4) A ampliação dos programas de educação da ECOVILA, em cursos breves: profissionalizantes –aplicados (de carácter práticos)-, máximo de 160 horas dirigido sobretudo à vizinhança micro-bioregional.

 A Ecovila Felicidade

  Este blog é um centro de comunicação e ligação de pessoas com interesses em criar e viver estilos de vida ecológicos, comunitários, sociais, sustentáveis, com qualidade. Pensamos, sentimos e agimos considerando que uma vida alegre e feliz se realiza com sentimento e conhecimento, o que exige manter e desenvolver não só nossa vida grupal e comunitária mas também agir e refletir com nossa circunvizinhança micro-bioregional e, mais além. Se de um lado, socialmente pensamos, sentimos e agimos considerando os "Ares do mundo" de um momento global, atual de enormes desafios e oportunidades, de outro, localmente nossa construção grupal, comunitária age realizando a maravilhosa sugestão de Gandi:

   "Seja você a mudança que espera ver no mundo."

  A Ecovila Felicidade é no momento uma Polis em construção de nossa comum/unidade. Resultado de empreendimentos originalmente realizados pelo professor, pesquisador e economista Saulo Xavier a partir de 1989 ao profundar suas pesquisas anteriores, procurando compreender nosso momento global: o processo global de restruturação de nossas economias e sociedades – globalização - que plasma em grande parte as direções de "Nosso Futuro Comum", suas conseqüências para o trabalho no Brasil, estudos limitados posteriormente às regiões rurais do Nordeste e Amazônia e que objetivavam orientar a sua práxis como ator de movimentos sociais, ecológicos e políticos. Como resultado práxico de seus estudos e pesquisas e em função de distintos motivos ecológicos, sociais, econômicos e, portanto políticos foi que resolveu criar e instalar uma Vila Ecológica, uma instituição da Nova Sociedade Civil Global, com sede planejada numa área rural do litoral norte da Paraíba e atuações, principalmente nas áreas micro-bioregionais da Ecovila, e mais ampla, sobretudo no Nordeste e Amazônia brasileiros. Posteriormente à elaboração de um Política Estratégica para a instalação da Ecovila Felizcidade, realizada no período 2004/ 2005 como pesquisador visitante da Universidade Livre de Berlim - já parcialmente concluída -, as atividades atuais da Ecovila consistem, de um lado, na concepção/ planejamento/ execução/ realização de uma Política Estratégica de Captação de Recursos para essa instalação, e de outro, em reunir visionários: seres imbuídos, impregnados de uma busca radical de Felicidade para nosso empreendimento/ nossa utopia real.

 Nossas realizações  de uma vida melhor .

                   ANEXO I - Glossário -  

- Para não teres trabalho de ir ao dicionário se precisares e desejares -

 

Análise.  Consiste em decompor um pensamento ou um problema estudado em suas partes componentes, dispo-las em ordem lógica, estudar as partes principais e daí tirar conclusões generalizando-as para o todo. É o próprio método “moderno” de realizar ciência; A excessiva ênfase dada à análise por nossas ciências conduziu à fragmentação característica do nosso pensamento em geral e das nossas disciplinas acadêmicas. Capra (1982,55) . Ler capítulo II de Capra (1982).

S. f. 1. Ato ou efeito de analisar. 2. Decomposição de um todo em suas partes constituintes:  3. Exame de cada parte de um todo, tendo em vista conhecer sua natureza, suas proporções, suas funções, suas relações, etc.: 4. P. ext. O resultado da análise (1 a 3): 5. Estudo pormenorizado; exame, crítica: 6. Filos. Determinação dos elementos que se organizam em uma totalidade, dada ou a construir, material ou ideal. [Cf. análise cartesiana.] .   Análise cartesiana. Filos. 1. Regra de método que consiste em dividir cada problema em quantas partes seja necessário para melhor resolvê-lo. [Cf. análise (6).]. A. Elet.

       Aquecimento global/ Efeito estufa.  O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa (GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não permite a saída de radiação solar. Quais os efeitos do aquecimento global ? - São várias as conseqüências das mudanças climáticas. Algumas delas já podem ser sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta em 0,8º C desde a Revolução Industrial. Acima de 2º C, efeitos potencialmente catastróficos poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas.

       O efeito estufa é um fenômeno natural para manter o planeta aquecido. Desta forma é possível a vida na Terra. O problema é que, ao lançar muitos gases de efeito estufa (GEEs) na atmosfera, o planeta se torna quente cada vez mais, podendo levar à extinção da vida na Terra. Como são lançados os gases de efeito estufa? Isso acontece de diversas maneiras. As principais são: a queima de combustíveis fósseis (como petróleo, carvão e gás natural) e o desmatamento (no Brasil, o desmatamento é o principal responsável por nossas emissões de GEEs). Há soluções para combater o aumento do efeito estufa. Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não-convencionais, eficiência energética e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.

       Os níveis de CO2. De acordo com relatório do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudança Climática, órgão das Nações Unidas), o seqüestro do gás carbônico (CO2) - que consiste em levar o gás para outro lugar que não a atmosfera - poderia responder por pouco mais da metade do esforço necessário para impedir que ele alcance concentrações perigosas na atmosfera. Os métodos mais promissores seriam os que já estão sendo usados no Canadá, Noruega e Argélia: injetar o gás em poços cobertos por camadas de rocha.

       Ao todo, as concentrações de CO2 na atmosfera aumentaram em 31% desde a Revolução Industrial. As emissões de dióxido de carbono são hoje 12 vezes maiores do que em 1900 ainda que os seres humanos queimem quantidades cada vez maiores de carvão, petróleo e gás para gerar energia. Um estudo de 1999 por Mann et ali mostra um aumento drástico na temperatura do hemisfério norte nos últimos 50 anos.

       O futuro. A perspectiva mais otimista para o aumento nas emissões de dióxido de carbono é que as concentrações na atmosfera atingirão em 2100 o dobro dos níveis anteriores à Revolução Industrial. O cenário mais pessimista afirma que esse nível seria atingido já em 2045. O Terceiro Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change) mostra que as temperaturas mundiais poderiam sofrer, até o final do século, um aumento de 1,4º C a 5,8º C.

        Gráficos compilados pelo Instituto Meteorológico do reino Unido e da Unidade de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia para a Organização Mundial de Meteorologia, mostram que os 10 anos mais quentes do mundo desde 1856 estão localizados entre 1990 e 2000.

       CO2: o principal gás de aquecimento global. O dióxido de carbono (CO2) é responsável por mais de 80% da poluição que gera o aquecimento global. Os níveis atmosféricos de CO2 hoje são maiores que em qualquer outro período nos últimos 420 mil anos. A maior parte do CO2 vem de carvão, óleo e gás. Aproximadamente 97% do CO2 emitido pelos países industrializados do ocidente vem da queima de carvão, óleo e gás usados para produzir energia. Aproximadamente 23 bilhões de toneladas de CO2 são lançados na atmosfera anualmente. São mais de 700 toneladas por segundo! O aumento da temperatura da Terra está desequilibrando seu equilíbrio natural e o clima mundial. Em ordem crescente, os anos mais quentes foram 1998, 2002 e 2003 (juntos), 2001, 1997, 1995, 1990 e 1999 (juntos), 1991e 2000 (juntos) e 2005. Quando a temperatura passou a ser comparada de dois anos em dois anos, 2002 e 2003 se tornaram os mais quentes da história. In http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/meio_ambiente_brasil/clima/mud/index.cfm

Auto-afirmação. S. f. Psicol.1. Necessidade íntima do indivíduo de impor-se à aceitação do meio; afirmação.

Autonomia. S. f. 1. Faculdade de se governar por si mesmo. 2. Liberdade ou independência moral ou intelectual.  Propriedade pela qual as pessoas pretendem poder escolher os destinos de suas vidas. Adaptação pessoal do Aurélio eletrônico.

Biocódio. Termo empregado pelo UNESCO, em sua declaração dos direitos dos animais, para indicar o genocídio da Bioesfera terrestre perpetrado pelo homem.  Weil ( 1987,19 ) .

Ciência.  Fazer ciência em acordo com os paradigmas dominantes no capitalismo industrial  é seguir as práxis dos pais da ciência moderna:  René Descartes e Isaac Newton. Consiste em fazer análise, significa seguir o Reducionismo típico, a práxis mais comum da ciência moderna. A crença em que  todos os aspectos dos fenômenos complexos podem ser compreendidos se reduzidos às suas partes constituintes.  A partir de então se emprega a análise.  O que consiste em decompor um pensamento ou um problema estudado em suas partes componentes, dispo - las em ordem lógica, estudar as partes principais e daí tirar conclusões generalizando-as para o todo. É o “moderno” pensamento científico; Em realidade esse procedimento é dominantemente o próprio método científico. A excessiva ênfase dada à análise por nossas ciências conduziu à fragmentação característica do nosso pensamento em geral e das nossas disciplinas acadêmicas. Capra (1982,55) . Capítulo II de Capra (1982).

Competição. S. f. 1. Ato ou efeito de competir. 2. Busca simultânea, por dois ou mais indivíduos, de uma vantagem, uma vitória, um prêmio, etc. 3. Luta, desafio, disputa, rivalidade. 4. Biol. Ger. Luta dos seres vivos pela sobrevivência, especialmente quando são escassos os elementos necessários à vida entre os componentes de uma comunidade;

Contaminação da água potável normalmente por metais pesados provenientes dos processos industriais . Brown, Lester R, Renner, Michael e Halweil, Brian . 2000. Sinais Vitais 2000. Worldwatch Institut / Universidade Livre da mata Atlântica – UMA Editora : Salvador Bahia.. www.worldwatch.org.br;  

Cooperar. V. t. i. 1. Operar simultaneamente; trabalhar em comum; colaborar: V. int. 2. Ajudar, auxiliar; colaborar;

 Desmatamento e desertificação, hoje sobretudo nos trópicos, nas florestas tropicais, o que reduz a diversidade biológica, base de apoio de nossa vida no planeta e produz  CO2,  significa efeito estufa;  O desmatamento influencia na mudança do clima e pode provocar desertificação. Ao desmatar, muitas pessoas queimam a madeira que não tem valor comercial. O gás carbônico (CO2) contido na fumaça oriunda desse incêndio sobe para a atmosfera e se acumula a outros gases aumentando o efeito estufa. No Brasil, 75% das emissões são provenientes do desmatamento.

Dominar. V. t. d. 1. Ter autoridade ou poder sobre: 2. Exercer influência ou domínio sobre: 3. Conter; reprimir: 4. Elevar-se acima de; ser ou estar sobranceiro a: 7. Exercer domínio; ter grande influência: 8. Preponderar, prevalecer, predominar:

Ecologia – palavra proveniente do grego oikos ( “lar ”) - é o estudo do Lar Terra. Mais precisamente, é o estudo das relações que interligam todos os membros do Lar Terra.” CAPRA, Fritjof. 1996. A Teia da Vida.  - Uma Nova Compreensão Científica dos Sistemas Vivos.-  Editora Cultrix / Amana-Key : São Paulo. (P.43). Portanto, não somente as relações entre os seres humanos, mas as inter-relações entre todos os seres vivos que compõem a delicada tecitura da vida na terra. A prática das conclusões dos estudos e pesquisas ecológicas são vitais para nossa sobrevivência na terra. Significa que não somente o estudo e a pesquisa da ecologia são significativos mas, sobretudo, a prática das conclusões provenientes desses estudos e pesquisas assumem importância suprema neste momento que vivemos. Vital porque defrontamo-nos com um crescente aumento dos problemas ecológicos (sociais mais ambientais) globais que estão danificando a biosfera e a vida humana de maneira alarmante, e que podem logo se tornarem irreversíveis.

Escassez da água potável. Cerca de 75%  da água doce é utilizada para irrigação, 15% para indústria, sobretudo indústrias poluentes e 10% para consumo humano;

Essência. [Do lat. essentia.] S. f. 1. Aquilo que constitui a natureza das coisas; substância. 2. A existência. 3. Idéia principal. 4. Significação especial; espírito: 5. Filos. O que constitui o cerne de um ser; natureza. [Cf. acidente (8) e substância (9)]. 6. Filos. O que constitui a natureza de um ser, independentemente de este existir de fato ou atualmente. Aurélio Eletrônico.

Heteronomia. “Condição de pessoa ou de grupo que receba de um elemento que lhe é exterior, ou de um princípio estranho à razão, a lei ou costumes a que se deve submeter. ” O contrário de autonomia. Aurélio eletrônico.

       Holismo. O termo “holístico”, do grego holos, totalidade, refere-se a uma compreensão da realidade em função de totalidades integradas  cujas propriedades não podem ser reduzidas a unidades menores. Capra 1982.; Filos. 1. Tendência, que se supõe seja própria do Universo, a sintetizar unidades em totalidades organizadas. Aurélio eletrônico.

Integrar. V. t. d.1. Tornar inteiro: completar, inteirar. V. p. 3. Inteirar-se, completar-se: Juntar-se, tornando-se parte integrante; reunir-se, incorporar-se. 5. Adaptar-se, acomodar-se. Aurélio Eletrônico;

Intuição  S. f. 1. Ato de ver, perceber, discenir; percepção clara ou imediata; discernimento: 2. Ato ou capacidade de pressentir; pressentimento: 3. Filos. Contemplação pela qual se atinge em toda a sua plenitude uma verdade de ordem diversa daquelas que se atingem por meio da razão ou do conhecimento discursivo ou analítico. 4. Filos. Apreensão direta, imediata e atual de um objeto na sua realidade individual. Aurélio eletrônico = A. Elet.  Afirmo, a partir de minha práxis que uma vida submetida à baixos níveis de estresse, a práxis da yoga, e da  alimentação natural, vegetariana desenvolvem a intuição;

       Mudanças climáticas. As mudanças climáticas, outro nome para o aquecimento global, acontecem quando são lançados mais gases de efeito estufa (GEEs) do que as florestas e os oceanos são capazes de absorver.

Neurose é a incapacidade de perceber a realidade como ela se apresenta.  Ela “ resultado de um conflito entre instâncias psíquicas como o “id” e o “superego” , ou entre papéis aparentemente incompatíveis, sem que se tenha consciência de sua natureza. De um ponto de vista Holístico, trata-se de um produto direto da dualidade e da inconsciência quanto a seu caráter fantasmático, quer dizer de fantasia. A neurose é um sofrimento. O neurótico sofre e faz sofrer os outros, por causa de seu apego excessivo, sua cólera, seu ciúme,  sua avidez. A angústia, a tristeza, a depressão, a agitação, o “nervorsismo”  podem se transformar em doenças físicas. Do ponto de vista Holístico, a cultura é, em grande parte responsável pela formação da neurose individual, pelo consenso que ela forma ao redor de toda espécie geradora de fronteiras geradoras de dualidade.

Como diz Freud, a gênese das neuroses nos aparece sob esta fórmula simples: o “eu”  tentou abafar certas partes do “id”, de uma maneira imprópria, malogrou e o id se vingou” . Weil ( 1987,130) .

        Normose. Neologismo criado por Jean-Yves Leloup, um dos pioneiros da psicologia transpessoal na Europa. O termo normose  remete à perigosa realidade em que o hábito nocivo torna-se a norma de consenso . O resultado pode ser a doença, a destruição, e a morte.” ... “ Podemos, então, definir a normose como um conjunto de valores, atitudes, e comportamentos habituais, que levam ao sofrimento físico ou moral, à doença ou à morte. Além disso esse conjunto ou sistema é reforçado por um consenso social, que o coloca na categoria da normalidade.” .  O exemplo do cigarro proporciona uma certa compreensão do fenômeno. Em  WEIL, Pierre. 2000. A Mudança de Sentido e o Sentido da Mudança. – Rio de Janeiro: Record : Rosa dos Tempos.  Outros exemplos: A causa de morte mais comum entre os japoneses do sexo masculino entre 25 e 55 anos de idade é a estafa por causa do trabalho excessivo e estressante. Os(as) norte-americanos (as), cidadãos(ãs) da nação mais rica material e economicamente da terra, hoje, trabalham mais do que o servo medieval.    

“Uma característica comum das normoses é seu caracter automático e inconsciente. Podemos falar neste caso de um “espírito de boiada” ... Podemos concluir que toda normose é uma forma de alienação”...” A Automatose pode ser dissolvida por meio da conscientização. Trata-se de um encontro com a liberdade. O homem que segue cegamente as normas torna-se escravo delas. Quando aprende a escutar a voz interior da sabedoria, torna-se verdadeiramente livre.”  Idem ( p. 124.);

           Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPPC) é o órgão das Nações Unidas responsável por produzir informações científicas em três relatórios que são divulgados periodicamente desde 1988. Os relatórios são baseados na revisão de pesquisas de 2500 cientistas de todo o mundo. O documento divulgado pelo IPCC em 2 de fevereiro de 2007 foi considerado um marco ao afirmar, com 90% de certeza, que os homens são os responsáveis pelo aquecimento global. Por isso, o WWF-Brasil acompanha atentamente as conseqüências do aquecimento do planeta que podem se traduzir em eventos climáticos extremos como secas na Amazônia ou furacões em áreas tidas como fora de risco, como o Catarina que passou pelo sul do Brasil.

       Segundo Relatório de 2007. O 2º relatório foi divulgado dia 6 de abril e abordou os impactos das mudanças climáticas, com um capítulo dedicado apenas à América Latina, com detalhes sobre o Brasil. O WWF-Brasil acompanhou de perto as negociações e a divulgação dos novos dados sobre o aquecimento global. cenário devastador sobre os principais impactos do aquecimento global no meio ambiente e na economia, caso medidas concretas para diminuir o aumento da temperatura do planeta não forem adotadas. No Brasil, há impactos significativos em vários lugares como na Amazônia, no semi-árido nordestino e nas regiões litorâneas.

       Neste segundo relatório, o IPCC demonstra claramente que os impactos das mudanças do clima estão batendo à nossa porta neste momento e só tendem a piorar. O nível dos oceanos já está subindo e, com isso, 100 milhões de pessoas que vivem a menos de um metro acima do nível do mar estão correndo o risco de perder suas casas. As populações da Índia e da China podem passar fome por causa do declínio na produção de alimentos como conseqüência do aquecimento global.

       Os mananciais de água doce, que abastecem milhões de pessoas no mundo estão em risco, aponta o relatório. Na região Amazônica, por exemplo, as pessoas podem ser afetadas por temperaturas ainda mais altas no verão em algumas regiões, por um aumento na freqüência de secas severas como a de 2005 e pela transformação da floresta em uma vegetação muito mais aberta, parecida com o cerrado, especialmente na região leste. No nordeste brasileiro, as temperaturas vão subir ainda mais, passando de uma região semi-árida para árida e comprometendo a recarga dos lençóis freáticos. No sudeste, a precipitação vai aumentar com impacto direto na agricultura e nas inundações e deslizamentos de terra.

Terceiro Relatório de 2007. O 3º relatório foi divulgado no dia 4 de maio, em Bangcoc, na Tailândia. O texto mostra que é possível deter o aquecimento global se o processo de redução das emissões for iniciado antes de 2015. De acordo com o documento, para salvar o clima do nosso planeta, a humanidade terá de diminuir de 50% a 85% as emissões de CO2 até a metade deste século. In http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/meio_ambiente_brasil/clima/painel_intergovernamental_de_mudancas_climaticas/index.cfm  .

Paradigma.  CAPRA, Fritjof. 1982. Do grego Paradeigma – padrão, modelo. E em  CAPRA (1996). A Teia da Vida.  - Uma Nova Compreensão Científica dos Sistemas Vivos.-  Editora Cultrix / Amana-Key : São Paulo. Esse autor  (p. 25) define um paradigma social como “ uma constelação de concepções, de valores e de práticas compartilhadas por uma comunidade, que dá forma a uma visão particular da realidade , a qual  constitui a base da maneira como a comunidade se organiza ” , significa enfim,  toda uma visão de mundo e sua concretização em ações reais;  Os estilos de vida e as práticas de consumo de uma comunidade.

Parceria. S. f. 1. Reunião de pessoas para um fim de interesse comum; sociedade, companhia.

Prática é a tomada de posição explícita, de conteúdo político diante da realidade”. Demo (1987,26) e

Pesquisa prática é aquela que se realiza por meio  de ações no mundo social através do teste prático de  possíveis idéias ou posições teóricas.

Práxis . União da teoria com a prática.

De acordo com o Aurélio Eletrônico, práxis (cs)[Do gr. práxis, 'ação'.]. S. f. 2 n. 1. Atividade prática; ação, exercício, uso. 2. Filos. No marxismo, o conjunto das atividades humanas tendentes a criar as condições indispensáveis à existência da sociedade e, particularmente, à atividade material, à produção; prática.       

Para o Houaiss: http://houaiss.uol.com.br/busca.jhtm?verbete=pr%E1x%EDs&x=5&y=5&stype=k ( 26/09/07). substantivo feminino . 1 prática; ação concreta. 1.1    Rubrica: filosofia. no aristotelismo, conjunto de atividades humanas autotélicas, cuja manifestação mais representativa é a política, e caracterizadas esp. por sua natureza concreta, em oposição à reflexão teórica; 1.2    Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: filosofia.

             No marxismo, práxis significa a ação objetiva que, superando e concretizando a crítica social meramente teórica, permite ao ser humano construir a si mesmo e o seu mundo, de forma livre e autônoma, nos âmbitos cultural, político e econômico; 2    maneira de proceder na prática; comportamento costumeiro; 3   ação de aplicar, usar, exercitar uma teoria, arte, ciência ou ofício; 4  parte do conhecimento voltada para as relações sociais e as reflexões políticas, econômicas e morais; Etimologia gr. prâksis,eós 'ação, o fato de agir, execução, realização; empresa, condução de um caso (de guerra, de política); comércio, negócio; intriga; maneira de agir, conduta, maneira de ser; resultado de uma ação, conseqüência'; ver prax(i)- ; Sinônimos prática; ver sinonímia de ação. Antônimos ver antonímia de ação

Qualidade. 8. Filos. Aspecto sensível, e que não pode ser medido, das coisas

Racional. Adj. 2 g.1. Que usa da razão; que raciocina.2. Que se deduz pela razão. 3. Conforme à razão.4. Filos. Diz-se de conhecimento resultante de princípios a priori. [Cf., nesta acepç.: empírico ], Ver intuição;

Realidade. São todas as dimensões que compõem nossa forma de viver e o espaço que a cerca.”  DEMO, Pedro ( 1987, 27) Introdução à Metodologia da Ciência,  realidades sociais , portanto,  restringem-se às dimensões sociais, tanto aquelas que estão em nós quanto àquelas que nos circundam. Fazem parte das realidades sociais igualmente nossas ideologias, nossas representações mentais, nossos símbolos, crenças e valores, assim como nosso comportamento externo e os condicionantes circundantes de ordem social.  

Se afirmo que realidades sociais restringem-se às dimensões sociais, refiro-me a que são apenas parte de uma realidade mais ampla, maior, parcialmente distinta dessa realidade de nosso mundo social, técnico e tecnológico e, acrescento, uma realidade incompreensível/ inexplicável até hoje à ciência e à parte das dimensões sociais, por  vezes imperceptível à parte das pessoas , aos sentidos mais comuns de grande parte das pessoas.

Reducionismo. Práxis mais comum da ciência moderna fundamentada na crença em que  todos os aspectos dos fenômenos complexos podem ser compreendidos se reduzidos às suas partes constituintes. Ver análise.

Síntese. [Do grego. synthesis, 'composição',]. S. f. 1. Operação mental que procede do simples para o complexo. 2. P. ext. V. resumo (2). 3. Reunião de elementos concretos ou abstratos em um todo; fusão, composição. 8. Lóg. Determinação de proposições compostas com base em proposições mais simples. 9. Lóg. Determinação de proposições que são conseqüência de proposições consideradas como certas. 10. Filos. Fusão de uma tese e de uma antítese numa noção ou numa proposição nova que retém o que elas têm de legítimo e as combina mediante a introdução de um ponto de vista superior. [Cf., nesta acepç.: dialética (3).] Aurélio eletrônico.

 

Sites de Ecovilas no mundo

    As principais redes mundiais de ecovilas são as seguintes:

 http://gen.ecovillage.org.

www.ic.org    ,

 Nesses sites encontram-se umas 900 ecovilas plugadas

As principais e mais conhecidas ecovilas são:

 The Farm USA = www.thefarm.org   EUA 

The Findhorn www.findhorn.org  Escócia.
No Brasil:

www.ipemabrasil.org.br

www.abra144.org

www.clareando.com.brg

http://ecovilas.gaia.org.br/

 

  Bibliografia

BATISTA, Saulo Xavier. 2007 a. Elaborações de Projetos para Captações de Recursos : Doações da Solidariedade para Soluções de Problemas Sociais e Ecológicos . João Pessoa/ Manaus/ Berlim: Pesquisa / Livro em Desenvolvimento.

 

BATISTA, Saulo Xavier. 2007 b. Ecovilas e Desenvolvimento Sustentável. João Pessoa/ Manaus/ Berlin: Pesquisa/ Livro em Desenvolvimento.

 BATISTA, Saulo Xavier. 2005.  Política Estratégica para Instalação da Ecovila Felizcidade : Nordeste do Brasil -. Universidade Livre de Berlim/ Instituto Latino Americano: Berlim.

 BATISTA, Saulo Xavier. 2005/ 2007. Política Estratégica de Captação de Recursos para Instalação da Ecovila Felizcidade: Nordeste do Brasil. Universidade Livre de Berlim/ Instituto Latino Americano/ FUNAPE/ UFPB:

 BATISTA, Saulo Xavier. 2003.  Elaborações de Projetos de Pesquisa. -Uma Visão Transdisciplinar: Sistêmica, Holística e Ecológica - Pesquisa/ Livro Inédito.

 BATISTA, Saulo Xavier. 2002. Juventude, Universidade e Mercados de Trabalho. Pesquisa/ Livro Inédito.

 BATISTA, Saulo Xavier. 1998. Reestruturação Produtiva Global e a Nova Indústria Regional no Nordeste Brasileiro: Fordismo Periférico ou Flexibilidade? Textos para Discussão. Universidade Estadual da Paraíba. Inédito.

 BATISTA, Saulo Xavier. 1994. Novas Tecnologias: Desregulamentação, Internacionalização e Impactos Para o Trabalho No Sistema Financeiro Brasileiro. 1980 / 1992. Dissertação de Mestrado Apresentada ao Curso de Mestrado em Economia do Campus I da Universidade Federal da Paraíba. João Pessoa – PB;

CAPRA, Fritjof. 2002. As Conexões Ocultas – Ciência Para Uma Vida SustentávelSão Paulo: Cultrix Amana-Key.

 CASTELLS, Manuel. 1996. The Information Age. Vol. 1, The Rise of the Network Society. Blackwell 1996.

CASTELLS, Manuel. 1997. The Information Age. Vol. 2, The Power of Identity. Blackwell 1997.

 CASTELLS, Manuel. 1998. The Information Age. Vol. 3, End of Millennium. Blackwell 1998.

 CASTELLS, Manuel. 1998. Information Technolgy and Global Capitalism, em Hutton e Giddens (2000a).

 Comunidades Intencionais :   "http://www.ic.org

 Ecovila The Farm:   "http://www.thefarm.org

 Ecovila Findhorn :  www.findhorn.org

 HENDERSON, Hazel. 1996. Construindo um Mundo Onde Todos Ganhem. – A Vida Depois da Guerra da Economia Global -. São Paulo: Cultrix/ Amaná-Key.

 Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC), http://www.ipcc.ch/ - (12.22.2001).

ONUGlobal Environment Outlook 2000, in   www.unep.org/geo2000,)

 ONU. El Estado del Médio Ambiente Global. "http://www.unep.org/"

 

RIFKIN, Jeremy. 1995. O Fim dos Empregos. Makron Books: São Paulo.

 

Rede Global de Ecovilas:  "http://gen.ecovillage.org

 SALAMON, Lester M. 1994. The Emerging Sector - An Overview.  The Johns Hopkins University.

 

 

 

 

 

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