Curso Ecovilas 2008

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Convergência Mantiqueira

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12 8818 2335 e 12 8818 2334
 

Serra da Mantiqueira SP -MG / Serra do Mar- SP
 

                 CONVERGÊNCIA MANTIQUEIRA (em formação)                       

                      ECOVILAS - COOPERATIVISMO – TRANSCENDÊNCIA  visite no orkut  : http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=55206548

visite no Grupos  http://www.grupos.com.br/group/convergenciamantiqueira/

Estendemos um convite àquelas pessoas, que não se permitem permanecer passivas  e omissas diante do evidente e eminente caos sócio-econômico-ambiental, cultural e espiritual e

- Que busquem propostas alternativas e libertárias ao modelo dominante; - Que tenham gosto por e valorizem o viver comunitário, cooperativo e holístico;

- Que sonham em ter seu pedaço de terra para viver sustentavelmente junto à natureza e;

- Que se disponham a atuar de forma coletiva para a consecução deste sonho, que se tornou vital necessidade. 

A proposta é simples: 

1-     Compor o grupo para aquisição da propriedade e demais funções;

2-     Definir plano de ação imediato para viabilização e sustentabilidade presente e futura da proposta e de seus integrantes via esforço coletivo;

3-     Definir locação Base do projeto na bioregião Serra da Mantiqueira entre SP e MG que se prestará como espaço de trabalho cooperativo.

4- Fundar ONG para ser um órgão representativo, intermediador e aglutinador dos interesses, necessidades, propostas, direitos e compromissos de todos aqueles que vierem participar do Projeto, bem como ser uma ponte para a captação de recursos e subsídios para implementação dos projetos e garantir o não desvio da proposta original. 

LOCAL:  Bioregião Serra da Mantiqueira - A Serra da Mantiqueira é uma das maiores e mais importantes cadeias montanhosas do leste-sul-americano;- Na Serra da Mantiqueira subsistem preciosos remanescentes e em grande porcentagem do restante de ecossistemas nativos da Mata Atlântica;- Estrategicamente eqüidistante das 3 maiores metrópoles brasileiras ( São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte) 

METODOLOGIA: Inicialmente a aquisição da "terra" se dará por meio de integrar cota individual mínima de R$ 3.000,00 (Três mil reais)  ( integrante=  indivíduo ou família ) Obs:  SUA COTA PODERÁ SER  INTEGRADA POR MEIO DA PARTICIPAÇÃO EM NOSSA COOPERATIVA. Paralelamente abordaremos outras alternativas de acesso à terra.   

Da distribuição da propriedade: -      Todo integrante terá 1 área como espaço de particularidade. 

Excedente da área será dividido como:-              Área para uso comum e Ecooperativos (agricultura, lazer, escola, cultura,         oficinas,  etc...) -           Reserva do Futuro: Área de preservação e recuperação ambiental. 

FAIXA DE CONVERGÊNCIAS:  - Não matança de animais e lacto-vegetarianismo (ahimsa);-Não uso de entorpecentes e psicotrópicos;-Respeito à diversidade ideológica, filosófica e espiritual (transdisciplinaridade) 

Banco de Idéias e Características- Desenvolver Ecooperativas  ( serviços, produção e comércio de produtos ecológicos, alimentos  integrais, artísticos, artesanais, culturais e terapêuticos )- experenciar novos modelos sócio-econômico-produtivos sustentáveis.- Auto-Sustentabilidade: Tecnologias, energias renováveis (solar,  biodigestores, eólica, moinhos), Bio-construções, Agricultura natural, etc;- Reserva do Futuro: Recuperação e Preservação dos Recursos Naturais, Banco de sementes, etc;- Medicina e Terapias Naturais e Ancestrais; - Pedagogia Holística e Libertária;- Arte, Lazer e Cultura para o Desenvolvimento Interior;- Integrar as potencialidades regionais;- Espaço e retiros para Tradições Espirituais Milenares e práticas de auto-conhecimento;- Formar parcerias e promover o encontro entre ONGs, Institutos de Pesquisas, Academias, Empresas ecologicamente corretas, etc.-Mais suas idéias e seus projetos.    

              Da cooperativa

Princípios da Economia Solidária:  Os critérios básicos de participação na rede solidária são :1- não haver exploração do trabalho ou dominação nos empreendimentos; 2- preservar o equilíbrio dos ecossistemas; 3- Destinar  significativas parcelas do excedente para a expansão da própria rede; possibilitando integrar e beneficiar progressiva e permanentemente mais pessoas;  

MAIS DETALHES 

A idealização desta proposta é feita sobre concepções evolutivas de Paradigmas Holísticos, onde interagem tecnologias modernas e milenares , com o espírito artístico-cultural integrado com a sabedoria milenar das Tradições da humanidade. Concebemos uma Eco-comunidade como uma "ILHA", um espaço sagrado onde ,ao menos quando dentro dela, possamos vivenciar um modelo de vida e conceitos superiores do espírito humano.  Resguardando portanto, os princípios gerais de Interação sustentável e harmônica (ecoeficiência) com o meio ambiente natural; -Após aquisição da área, os organizadores buscarão de imediato, se for consenso, registro como RPPN (reserva particular do patrimônio natural) - Além das áreas de uso, ações e interações comunitárias, haverão lotes individuais para cada membro (indivíduo, família ), que denominamos "Espaços de particularidade; -Todas concepções ideológicas, religiões ou crenças não contrárias aos nossos princípios aquí citados, têm sua liberdade de expressão e desenvolvimento nos espaços de particularidade. -Haverão espaços e momentos com participação espontânea e não obrigatória, de trocas e encontros transdisciplinares, ecumênicos, culturais e artísticos, além dos trabalhos comunitários de equipe. -Pode-se ser um membro à distância e ter um espaço (área) SEM TER QUE RESIDIR na comunidade. -Estamos já, desenvolvendo formas de sustentabilidade econômica para os integrantes e para as metas do projeto. A integração no sistema de cooperativismo ou solidário é opcional.  -Da desistência de sua cota-área de espaço particular, o valor da mesma será restituído pela ONG, ou por outra pessoa em sintonia com os princípios aquí descritos.  -Todos atos e interações entre os membros serão legalmente registrados e documentados. - A Convergência procurará dar assessoria e organizará mutirões em bio-construçoes, design e agrotrabalhos (permacultura). Existirá uma equipe de planejamento para isso. PARA MAIORES INFORMAÇÕES E INTEGRAÇÃO CONTATE: kirttan@gmail.com

 

  REFLEXÕES BÁSICAS SUGERIDAS: 

Permacultura e acesso à terra:

"No início, a Permacultura apontou para a auto-suficiência familiar ecomunitária,  porém, a própria permacultura não têm razão se as pessoas não têm acesso à terra, à informação e aos recursos econômicos...devem ser  buscadas estratégias para o acesso à terra, em meios legais e financeiros como Cooperativas de Autofinanciamento Regional, intercambio de serviços e produtos, além de sistemas econômicosalternativos”. Bill Mollison (Criador da Permacultura)  

A Nova ética:

"...Para reverter o processo de destruição, portanto, é preciso que o sistema competitivo, em que o interesse pessoal é mais forte que o interesse de todos, seja substituído por outro, em que o interesse de todos seja maior do que o interesse próprio. E a Ética nada mais é do que a subordinação do interesse próprio ao interesse comum.  Esta será a Ética do Terceiro Milênio ou não teremos mais espécie humana. " Pierre Weill (Co-Fundador do Movimento Holístico Internacional ) 

"O estudo e a aplicação do modelo das ecovilas não é apenas para ecologistas. O modelo deve ser apresentado de forma sistematizada, em uma metodologia não linear para gerar uma massa critica e um ponto de transição.Ecovilas podem tirar as pessoas da pobreza e gerar empregos através do senso e espírito de comunidade. Ecovilas podem restaurar em profundidade a dignidade humana." Fritjof Capra  

"Uma das primordiais tarefas da crítica libertadora é trabalhar a legitimidade do sonho ético político de superação da realidade injusta. É trabalhar a genuinidade desta luta e a possibilidade de mudar, vale dizer, é trabalhar contra a força da ideologia fatalista dominante, que estimula a imobilidade dos oprimidos e sua acomodação à realidade injusta, necessária ao movimento dos dominadores. ( Paulo Freire) 

VERDADEIRA MUDANÇA

( Bill Mollison) 

Devemos mudar nossa filosofia, antes que qualquer outra coisa mude. Mudar a filosofia da competição (a qual, hoje, penetra e perverte nosso sistema educacional) para a filosofia da cooperação, em associações livres. Mudar nossa insegurança material por uma humanidade segura; trocar o indivíduo pela tribo, petróleo por calorias e dinheiro por produtos.A grande mudança que necessitamos fazer é do consumo para a produção, mesmo que em pequena escala, em nossos próprios quintais. Se 10 % de nós fizessem isso, haveria o suficiente para todos. Assim, vê-se a futilidade dos revolucionários que não tem jardins, que dependem do próprio sistema que atacam, que produzem palavras e balas e não alimento e abrigo.Algumas vezes, parece que somos apanhados, todos nós na Terras, em uma conspiração consciente ou inconsciente para permanecermos parados e sem esperança. E, mesmo assim, são pessoas que produzem todas as necessidades de outras pessoas. Juntos, podemos sobreviver. Nós mesmos podemos curar a fome, toda a injustiça e toda a estupidez do mundo. Podemos fazê-lo compreendendo a forma pela qual funcionam os sistemas naturais, pelo reflorestamento e jardinagem cuidadosos, pela contemplação e pelo cuidado com a Terra.  

A Tribo (Julian Beck)  

“A tribo é um grupo de pessoas enlaçadas pelo amor.Dessa forma encontram formas de sobreviver, e dessa maneira a tribo exerce uma fascinação especial em uma sociedade carente de amor. A sociedade tolera as comunidades experimentais na medida em que pensa que elas somente dedicam-se a achar soluções para os problemas que nos colocam as proposições utópicas impraticáveis. Se não encontram as soluções práticas e concretas, terminarão por si mesmas. Se encontram as soluções, a sociedade tenta apoderar-se pelas  para as neutralizar.A palavra tribo é aqui utilizada para descrever grupos de pessoas que se acham  próximos aos grupos étnicos que não chegaram a perder nunca sua relação com a Terra, o Sol, a Lua, o Vento, a Água, o Fogo, com o Toque. a Alegria, o Prazer. De conviver, de trocar. As coisas primárias... Grupos cuja existência é o testamento de um certo tipo de Natureza não artificial, que lida com a vida sem arrasá-la, buscando harmonia com a natureza das coisas. A tribo é um modo de fazer coisas divertidas e inteligentes juntos. Cada membro pretende o benefício e o bem estar de todos os membros. Uma comunidade  onde os indivíduos não estão alienados uns dos outros.Movendo-se numa sociedade que morre de solidão e de seus terríveis efeitos: o amor artificial, a morte prematura, por rivalidade ou inimizade, a morte por dinheiro, a morte por envenenamento do gás das indústrias e de nossas instituições e moralismos caducos- a tribo tem sobrevivido às forças opostas  dos tempos graças à ajuda mútua....Não se pode ser uma comunidade completamente livre dentro de uma sociedade capitalista. É uma ilusão imaginar–se que se possa sê-lo. Enquanto o capitalismo estiver em torno de nós, em nosso interior, não teremos possibilidades. Tudo o quê podemos fazer é trabalhar criativamente dentro de algumas limitações até que desmoronem os muros. A influência da estrutura pútrida é forte e nós somos fracos. Mas nessa batalha vence o frágil, porque o forte está rígido e podre. Mas os frágeis são flexíveis e estão vivos”. 

O Bando -Zona Autônoma Temporária- (Hakim Bey) 

A família nuclear, com suas misérias dores edipianas parece ter sido uma invenção Neolitica, uma resposta à " revolução agrícola " com suas escassez e hierarquia impostas. O modelo Paleolitico é imediatamente mais primitivo e mais radical: O Bando. O típico bando nômade ou semi nômade de caçadores/coletores é formado por cerca de 50 pessoas. Dentro de sociedades tribais mais populosas a estrutura é cumprida e mantida através de clãs dentro da tribo, ou por confrarias como sociedades secretas ou iniciáticas......Se a família nuclear é produzida por escassez (e resulta em miséria), o bando é gerado pela abundância--e resulta em prodigalidade. A família é fechada, genéticamente pela posse do macho sobre as mulheres e crianças, pela totalidade hierárquica de sociedade agricultural/industrial. Por outro lado o Bando está aberto -não para todos, é claro , mas para um grupo que divide afinidades, os iniciados que juram sobre um laço de amor. O Bando é parte de um padrão horizontal de costumes, parentescos, contratos e alianças, afinidades espirituais, etc. "  

Economia Fraterna  (José Carlos Mance)

"A grande novidade é que a produção familiar foi sendo superada, em inúmeras localidades, por uma produção comunitária, surgindo assim, hortas comunitárias, padarias comunitárias, clubes de mães, etc. Em muitos locais tais produções se organizavam em função mesmo das necessidades da comunidade e de maneira quase espontânea, sem uma fundamentação teórica mais aprimorada, a não ser a afirmação: "aqui ninguém trabalha prá patrão!"      "Um dos slogans dos alternativos é: Pense globalmente, aja localmente. Por que não pensar e agir globalmente e localmente? Existem muitos conceitos e idéias novos, mas está faltando uma proposta prática global (e local), um tipo de linguagem em comum. Tem que haver alguns acordos em questões básicas para não cairmos na próxima armadilha da Máquina. Nesse sentido, a modéstia e a (acadêmica) prudência são virtudes que podem nos desarmar. Por que sermos modestos diante da ameaça de uma catástrofe? 

...Subversão somente, entretanto, sempre dará em fracasso, afinal, a Máquina será sempre capaz de reconquistar e dominar de novo. Por isso, todo espaço obtido inicialmente pela subversão tem que ser preenchido por nós com algo novo e construtivo.  Construção deve combinar com subversão num só processo .... Subversão sozinha dá somente em fogo de palha, dados históricos e heróis, mas não deixa resultados concretos. Construção e subversão, isoladamente, são meras formas de acordo tácito ou colaboração escancarada com a Máquina.  

A Máquina Planetária do Trabalho é onipresente; não pode ser desativada por políticos.  Será a Máquina nosso destino, até morrermos de câncer ou de doença cardíaca aos 65 ou 71? Terá sido esta a Nossa Vida? A gente imaginou ela assim? Será a resignação irônica nossa única saída, escondendo de nós mesmos nossa decepção pelos poucos anos de correria que nos deixaram? Talvez esteja tudo bem, e nós é que estamos dramatizando demais?Sonhos, visões ideais, utopias, aspirações, alternativas: não serão somente novas ilusões a nos seduzir novamente para participarmos do esquema do "progresso"? Não as conhecemos desde o neolítico, ou do século 17, da ficção científica e da fantasia literária de hoje? Vamos sucumbir de novo ao charme da História? Não é o Futuro o primeiro pensamento da Máquina? Será que a única saída é escolher entre o sonho da própria Máquina e a recusa de qualquer atividade?Tem um tipo de desejo que, onde quer que surja, é censurado científica moral e politicamente. A realidade dominante tenta aniquilá-lo. Esse desejo é o sonho de viver "nossa  própria realidade". A autoconfiança da Máquina está vacilante. Ninguém mais ousa acreditar plenamente em seu futuro, mas todo mundo se agarra a ela. O medo de experimentar superou a crença em promessas demagógicas." Bolo Bolo  

Um Breve Estudo Sobre as Comunidades Intencionais 

"Por milênios o homem viveu em comunidadesintegradas à natureza”, mas com o desenvolvimento e crescimento dascidades, pode-se observar que o ser humano perde suas raízes nascomunidades em que nascem, e suas conexões com a natureza e seus ciclos.Buscando informações sobre a origem do movimento consciente de retornoà natureza,  nos anos 60,“como resultado de uma educação liberal, que estimulava a capacidade de expressão, os jovens passaram a ser mais críticos e contestadores, exigindosoluções para os problemas que os rodeavam. Eles acreditavam conseguirmodificar a sociedade moderna, criando o “paraíso dos sonhos”, baseado apenasno amor e na arte. Queriam acabar com a pobreza e o racismo, denunciar apoluição atmosférica, se libertar da inveja e da cobiça. A busca de liberdade e denovas emoções fez com que muitos jovens se recusassem a continuar o estilo devida de seus pais e colocassem a mochila nas costas e o pé na estrada. Essa foi asemente do movimento hippie. Embora isso pudesse ter sido um sonhosuficientemente grande, não eram só a paz e a liberdade que os hippies pregavam” Na opinião de Bissolotti et al (2003) este movimento foi “um retorno ànatureza, com inspirações nas culturas orientais” como o budismo e ohinduísmo “onde a natureza é considerada essencial para o bem estar humanoe cósmico”.“Ideais de vida comunitária e amor livre”, segue Barbosa (2001), andavamde braços dados com velhas crenças das ditas ciências tradicionais (tarô,astrologia, magia, etc...) “.“Os Hare Krishna começaram a ganhar força no mundo ocidental e, nocristianismo, figuras como São Francisco de Assis e Jesus Cristo foramrevalorizadas, ainda que fora dos padrões convencionais da Igreja Católica. Osonho era de um mundo igualitário, próspero, pacífico e ecológico. Os hippiesquestionaram a ordem estabelecida e propuseram muitas mudanças, semviolência” (BARBOSA, 2001). Ainda segundo Bissolotti et al (2003.), nesse período surgiram ascomunidades alternativas. Apesar de muitas não progredirem por falta depreparo e dificuldades na tomada de decisão e resoluções de conflitos entreseus membros, pois, segundo Reis (2003) ao contrário das comunidadesexcessivamente objetivas embasadas nas teorias de Marx ,as comunidadeshippies eram por demais subjetivas, perdendo assim a objetividade e a noçãode realidade, “algumas das comunidades originadas nesta época”, segueBissolotti et al (2003), “perduram até hoje, amadurecidas com nova visão edimensão”.A despeito de hoje em dia, perdurar a identificação, em geral, noinconsciente das pessoas, pode-se observar grandes diferenças entre uma“comunidade intencional” atual e as comunidades do movimento hippie.São vários os conceitos que definem as comunidades intencionais, poiselas são formadas por distintos grupos com diferentes “colas”, se apresentandoassim com diversas formas.De uma maneira geral, segundo Eknath (2002) pode-se dizer que:“são organizações grupais, rurais ou urbanas, que visam integrar as pessoas emdivisão de tarefas e bens em busca de sua auto-suficiência, como uma saída viávelde vida equilibrada em todos os sentidos e planos, em contato e harmonia com anatureza e possibilitando o desenvolvimento de todos seus membros...participando de atividades sociais, culturais, artísticas, educacionais, espirituais,terapêuticas. Com tendências variadas ou de caráter eclético e integral. A idéia devida comunitária existe desde a antiguidade, sempre com a proposta de união,fraternidade e ajuda mútua, minimizando as dificuldades do mundo externo. Assim,pode-se inferir que se trata de um termo amplo, mas que se resume em umaorganização grupal humana, visando encontrar Alternativas de Vida, o BemComum e a Realização do Ser” (EKNATH, 2002)Eknath (op.cit.) acredita que um dos maiores motivos de formaçãocomunitária se deve ao “inconformismo com o sistema vigente em seusmúltiplos aspectos: social, econômico, religioso, educacional, cultural eespiritual”. Segundo ele, quando se percebe que um sistema já não satisfazmais, cria-se um sistema paralelo para substituí-lo, é o que denomina-se de“alternativo”.A revolta interna em relação ao que acontece externamente, a busca desoluções, a experiência com o sistema vigente conhecendo suas deficiências, ainjustiça social e econômica, a educação “intencionalista” para o sistemaconsumista, além da pressão familiar, das religiões e da sociedade, as escolas,a necessidade econômica, a pressão comercial e industrial, a poluição emtodos os sentidos, a falta de humanismo, de espiritualidade, a falta de tempoútil para as artes, a cultura e o desenvolvimento interno; enfim, o autor apontauma série de razões que fizeram, fazem (e farão) com que surjam sistemas devida alternativos. 2.3.2 Sustentabilidade e as ComunidadesPara Capra (2002):“A sustentabilidade não é uma propriedade individual, mas uma propriedade deuma rede inteira de relações. Ela sempre envolve toda a comunidade. Esta é alição profunda que precisa ser aprendida com a natureza. O modo de sustentar avida é construir e manter comunidades. As comunidades interagem entre si. Asustentabilidade é um processo dinâmico de evolução conjunta. Ela inclui orespeito à integridade cultural e ao direito básico de autodeterminação e autoorganizaçãodas comunidades. Isto significa que a sustentabilidade ecológica e ajustiça econômica são interdependentes. São dois lados da mesma moeda”(CAPRA, 2002).Nesta busca pela sustentabilidade nas comunidades, apesar de não haveruma 'receita' pronta, existem alguns ingredientes que são comuns em todas asexperiências bem sucedidas, como por exemplo, o envolvimento dacomunidade para alcançar a participação e o 'empoderamento', e a execuçãode projetos-piloto que possam ser postos em prática rapidamente e tornarem-seexemplos.Para se compreender melhor como se daria um processo em busca dasustentabilidade em comunidades, o Instituto 21 (2005), desenvolveu “OsTreze Princípios de uma Comunidade Sustentável”, com base nos conceitosrelacionados com o Desenvolvimento Sustentável e a Agenda 21. São eles:1. Não desperdiça recursos e produz pouco lixo;522. Limita a poluição de forma que possa ser absorvida pelos sistemasnaturais;3. Valoriza e protege a natureza;4. Atende as necessidades locais localmente, sempre que possível;5. Provê casa, comida e água limpa para todos ;6. Dá oportunidades para que todos tenham um trabalho do qual gostem;7. Valoriza o trabalho doméstico;8. Protege a saúde de seus habitantes, enfatizando a higiene e aprevenção;9. Provê meios de transporte acessíveis para todos;10. Dá segurança para que todos vivam sem medo de crimes ouperseguições;11. Dá a todos, acesso igual às oportunidades;12. Permite que todos tenham acesso ao processo de decisão;13. Dá a todos, oportunidades de cultura, lazer e recreação.Na opinião de Capra (2002):“Uma comunidade sustentável é organizada de maneira a promover a vida, osnegócios, a economia, infra-estrutura e tecnologia sem interferir com a herança danatureza de sustentar a vida. O primeiro passo deste desafio é entender o princípioda organização dos ecossistemas para sustentar a rede da vida. Quandoestudamos os princípios básicos da ecologia, descobrimos que eles são osprincípios de organização de todos os sistemas vivos. Todos os organismos vivosdependem de um fluxo contínuo de energia e matéria, e todos produzem lixo, maso lixo de uma espécie é o alimento de outra. A energia que move os ciclosecológicos flui do sol. A rede é o padrão básico de organização da vida. Desde oprincípio, há mais de três bilhões de anos, a vida surgiu no planeta não através dacompetição, mas através da cooperação, de parcerias e da formação de redes”Capra (2002).Em uma comunidade que visa a sustentabilidade, a qualidade de vida dapopulação é priorizada em relação ao crescimento econômico ou o consumoimediato. Assim, essa comunidade garante a disponibilidade dos recursosnaturais, já que vive em harmonia com seu meio ambiente. Entretanto, nãoexiste uma comunidade sustentável, mas existem os caminhos a seguir paraaproximarem-se dela. Princípios Éticos da Permacultura: A Permacultura, como se sabe, foi desenvolvida ao redor de um sistema deéticas e princípios. Na opinião de Mollison e Holmgren (1978) “são três osprincípios éticos da Permacultura : - Cuidar da Terra, significa cuidar de todas as coisas vivas ou não comosolos, seres vivos, atmosfera, florestas, água [...]; todas as açõesempreendidas devem ser de tal forma que os ecossistemas se mantenhamsubstancialmente intactos e capazes de funcionar saudavelmente.- Cuidar das pessoas, objetiva assegurar que todos tenham acesso aoque se necessita para viver dignamente, com saúde e segurança.- Limitar o consumo, à população local e compartilhar os recursos ecapacidades. Ao assegurarmos que todos os produtos e excedentes estejam Dirigidos aos objetivos anteriores, podemos iniciar a criação de uma culturaverdadeiramente sustentável e permanente.   

 


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